Se nos trez Poemettos precedentes pude fazer muito mais do promettido no Prologo, n’este último fica a minha palavra empenhada. Pouquissimos de seus defeitos mais palpaveis cheguei a apagar, e esses quasi só de linguagem. Receoso de me vir a faltar o tempo ou o animo, se desde a primeira pagina do Livro me começasse a esmerar seguidamente, fôra minha primeira occupação ir por todo elle despontando, á ventura e sem ordem, o que me apparecia pessimo, justamente como no Prologo deixára promettido. Conheci logo que este trabalho era insufficiente: entrei no outro mais miudo e ordenado; refundi a cito a Epistola, o Dia da Primavera, os Cantos de Abril, nenhuma das quaes Obras cheguei com tudo a lustrar. A Festa de Maio, por ser a derradeira, quasi ficou, e até nova edição (se algum dia se fizer) ficará, como era. O maior bem que lhe pude fazer, foi abri-la em dois Cantos, para que o leitor achasse marco onde descançar em tão enfadonha e comprida estrada.
About This Book
A collection of pastoral poems and accompanying prologues that evoke rural scenes, seasonal renewal, and youthful memory. The poet pairs lyrical depictions of fields, shepherds, and nature’s cycles with reflective commentary on poetic practice, literary influences, and personal change; the introductory material considers the passage of time, editorial revision, and the uneasy act of revisiting early work. Traces of European pastoral models appear alongside moral and sentimental observations, while nostalgia, the contrast between past and present, and an affectionate celebration of countryside life provide thematic cohesion.