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Felicidade pela Agricultura (Vol. I) cover

Felicidade pela Agricultura (Vol. I)

Chapter 26: IV HYMNO
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About This Book

A collection of essays and utopian meditations urging the improvement of rural life through agricultural reform and popular education. The author blends lyrical rural imagery, philosophical reflection, and autobiographical notes to argue that cultivating land, enlightening minds, and refining moral sentiment will foster public felicity. Practical recommendations alternate with visionary proposals; criticisms of contemporary policies appear alongside appeals to virtue and civic responsibility. The prose shifts between poetic exuberance and sober argument, using countryside metaphors to illustrate social aims and to propose gradual, humane paths to communal progress.

IV
HYMNO

DA SOCIEDADE DOS AMIGOS DAS LETTRAS E ARTES. EXHORTAÇÃO AO TRABALHO COM MUSICA DO SNR. JOÃO LUIZ DE MORAES PEREIRA


Voz

No regaço do luxo a opulencia
os cançassos do ocio maldiz.
Entre as lidas sorri a indigencia;
co’o pão negro se julga feliz.

Côro

Trabalhar, meus irmãos, que o trabalho
é riqueza, é virtude, é vigor.
D’entre a orchestra da serra e do malho
brotam vida, cidades, amor.

Voz

Deus, impondo ao peccado a fadiga,
té na pena sorriu paternal:
só quem vence a perguiça inimiga
reconquista o edén terreal

Côro

Trabalhar, meus irmãos, etc.

Voz

¿Quem dá graças aos Ceos ao sol posto?
¿Quem lh’as dá vendo a aurora raiar?
É o obreiro; o suor lhe enche o rosto,
mas seus dias não turva o pesar.

Côro

Trabalhar, meus irmãos, etc.

Voz

O que vive na inercia aborrida
não somente é de irmãos roubador;
é suicida, e mais vil que o suicida;
é suicida, a quem falta o valor.

Côro

Trabalhar, meus irmãos; etc.

Voz

Caia opprobrio no vil ocioso,
que desherda o presente e o porvir.
Só á noite compete o repouso;
só aos mortos o eterno dormir.

Côro

Trabalhar, meus irmãos, etc.

Voz

Mar e terra, ar e ceo, tudo lida.
Deus a todos poz luz e deu mãos.
Lei suprema o trabalho é na vida.
¡Trabalhar, trabalhar, meus irmãos!

Côro.

Trabalhar, meus irmãos, que o trabalho
é riqueza, é virtude, é vigor.
D’entre a orchestra da serra e do malho
brotam vida, cidades, amor.