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Felicidade pela Agricultura (Vol. I) cover

Felicidade pela Agricultura (Vol. I)

Chapter 30: VII Fala do Secretario da Camara Electiva o Snr. João de Sande e Magalhães Mexia Salema na sessão de 25 de Abril de 1849 fielmente trasladada do «Diario das Côrtes»
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About This Book

A collection of essays and utopian meditations urging the improvement of rural life through agricultural reform and popular education. The author blends lyrical rural imagery, philosophical reflection, and autobiographical notes to argue that cultivating land, enlightening minds, and refining moral sentiment will foster public felicity. Practical recommendations alternate with visionary proposals; criticisms of contemporary policies appear alongside appeals to virtue and civic responsibility. The prose shifts between poetic exuberance and sober argument, using countryside metaphors to illustrate social aims and to propose gradual, humane paths to communal progress.

VII
Fala do Secretario da Camara Electiva o Snr. João de Sande e Magalhães Mexia Salema na sessão de 25 de Abril de 1849 fielmente trasladada do «Diario das Côrtes»

«Sr. Presidente

«Desci de proposito d’esse logar da meza, para não declinar a honra, que ha pouco recebi, de ser incumbido pelo sr. Antonio Feliciano de Castilho, de apresentar a esta Camara uma representação da Sociedade dos Amigos das Lettras e Artes de S. Miguel, de que elle é dignissimo Presidente, em que se pede a concessão da cêrca do extincto convento da Conceição, para n’ella levantarem o edificio do seu solar de Lettras e Artes.

«Ha momentos, que recebi esta representação; de um rapido lançar de olhos sobre ella, conheci a importancia e urgencia do objecto. Além da natureza d’este, a Camara sabe avaliar a consideração, que merece uma corporação scientifica, pedindo auxilio dos Eleitos do Povo; e muito mais, tendo á sua testa um nome tão conhecido, não só na Litteratura portugueza, como tambem na Litteratura europêa.»

N. B—O requerimento foi mandado para a Commissão de Fazenda; de lá passados poucos dias, ao Ministerio da Fazenda, para informar; d’este ao Tribunal do Thesoiro, para o ouvir.

Em todas estas tres estações se deram ao requerente as mais agradaveis esperanças.

Eis ahi o que até hoje, que isto se imprime (24 de Novembro de 1849,) pode na materia historiar.

A. F. de C.