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Introdução á archeologia da peninsula Iberica

Chapter 34: INDICE
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About This Book

The book outlines archaeology as a discipline that applies natural-science methods to historical and social questions, linking geology, paleontology, anthropology and history. It emphasizes prehistoric antiquities and the primacy of material remains and stratigraphic context for reconstructing the human past, describes field practices such as cave and site exploration, museum curation, and international collaboration, and argues that archaeological evidence can revise conventional historical narratives. The author calls for comparative and synthetic study across the Iberian Peninsula, greater institutional support, and highlights prehistoric research as contributory to understanding human origins and to wider scientific and cultural progress.

INDICE

PAG.
PROLOGO 1
CAPITULO I
ESTUDOS PREHISTORICOS
Os erros geocentrico e anthropocentrico e o progresso das sciencias.—Machados de pedra.—Opiniões dos antigos e do vulgo ácerca da sua origem.—Mercati entrevê a verdade.—Demonstrações de Jussieu e de Mahudel.—Opiniões de auctores hespanhoes e portuguezes.—Primeira definição das idades prehistoricas.—O homem fossil.—Schmerling.—Boucher de Perthes.—Os sabios francezes e inglezes.—Inversão das opiniões em França e Inglaterra.—Conferencia internacional.—Resultados definitivos.—Estudos prehistoricos em Hespanha e Portugal. 1
CAPITULO II
ANTIGUIDADE DO HOMEM
Constituição da crusta da terra.—Rochas sedimentares.—Serie geologica.—Rochas plutonicas.—Rochas metamorphicas.—Classificação dos terrenos estratificados.—Duração relativa d’estas formações.—Computo e provas da antiguidade do homem, deduzidas: 1.º da vegetação florestal da Dinamarca; 2.º dos sedimentos fluviaes; 3.º do desgaste das terras pelas aguas affluentes aos rios.—Antiguidade do homem na Peninsula.—Clima glaciario.—Fauna correlativa.—Effeitos da fusão dos gelos.—Hypothese de Adhémar ácerca da epoca glaciaria.—Epocas glaciaria e preglaciaria.—Diluvios periodicos.—Comparação de ambos os hemispherios.—Proporção das aguas e das terras.—Factos comprobativos.—Outras causas astronomicas.—Causas geographicas.—Gulf Stream.—Sahara. 11
CAPITULO III
ANTIQUIORA MONUMENTA
Classificação dos tempos prehistoricos.—Subdivisões da idade da pedra.—Silex e quartzites lascadas da Beira e da Extremadura, attribuidas ao homem terciario.—Julgamento d’estas provas no congresso de Bruxellas.—Provas indirectas do homem terciario, colligidas n’outros paizes.—Sua incerteza.—É maior ainda a das provas directas.—Primeiros vestigios do homem quaternario na Peninsula.—Estação de San Isidro.—Falta de vestigios da epoca mesolithica.—Bruteza do homem paleolithico.—Progresso na epoca neolithica.—Condições favoraveis d’esse periodo ao desenvolvimento da humanidade.—Primeiras exigencias do sentimento esthetico.—Origem das artes. 25
CAPITULO IV
PRIMICIAS DA ARTE
A estação de Argecilla e outras da Peninsula comparadas aos kiokkenmoddings.—Antiguidade d’estas estações prehistoricas.—Pontas de frecha e de lança, encontradas em Hespanha e Portugal.—Estações notaveis de Castella a Velha.—Facas de silex e seu fabríco.—Officinas em Portugal.—Machados.—Picaretas.—Instrumentos de osso.—Puncções.—Fragmentos lavrados.—Placas de schisto.—Outras insignias ou emblemas.—Contas de collares.—Ceramica.—Objectos achados na caverna de Albuñol.—Diadema de ouro.—Vestidos, gorros e bolsas de esparto.—Ornatos feitos de conchas e de dentes.—Bracelete de concha da CUEVA DE LA MUJER. 37
CAPITULO V
AS CAVERNAS
Os troglodytas.—As cavernas imitadas nas mais antigas das construcções.—Seu estudo recente.—Bocas das cavernas.—Vãos interiores.—Como se formariam?—Analogias das cavernas com os veios metallicos.—Causas capazes de formar as cavernas.—Depositos.—Cavernas ossiferas.—Procedencia das ossadas.—Ossos humanos e vestigios da industria primitiva.—Caverna de Cavillon.—Cavernas da Sierra Cebollera, Gibraltar, Parpalló, Alhama de Granada e Albuñol.—Cavernas da Cesareda.—Se a anthropophagia sería um costume geral dos homens prehistoricos?—Razões em contrario. 63
CAPITULO VI
OS MEGALITHOS
Os megalithos.—Menhires.—Fins para que serviriam.—Alguns symbolisavam a Divindade.—Alinhamentos e cromlechs.—Pedras balouçantes.—Algumas serviriam de altares.—Dolmens.—Differenças entre os de Portugal, Andaluzia e Galiza.—Distribuição geographica d’estes monumentos na Peninsula.—Tumulos.—Differem essencialmente dos dolmens.—Serviram de sepulturas.—Lei da distribuição geographica dos tumulos.—Cueva de Mengal.—Cueva de la Pastora.—Lei da antinomia dos monumentos megalithicos e cyclopeos.—Tumulos da província de Alava.—Castros da Galiza e de Traz-os-Montes.—Cava de Viriato em Vizeu. 75
CAPITULO VII
PROBLEMAS
Dificuldade de interpretar os vestigios das construcções prehistoricas.—Hypotheses de Bonstetten e de Bertrand ácerca dos dolmens.—Factos em contrario.—Leis da distribuição geographica dos dolmens.—Os dolmens e as construcções pelasgicas.—Têem a mesma antiguidade.—Objectos achados nos dolmens de Hespanha e de Portugal.—Insignias de schisto.—Sua ornamentação similhante á de objectos prehistoricos da Scandinavia.—Para que seriam os dolmens?—Porque não ha vestigios de cinzel na maior parte dos da epoca do bronze?—Antiguidade da epoca do bronze e do periodo da pedra polida em que principiaram a erigir os dolmens.—Foram introduzidos por um povo navegador.—A navegação já era praticada no Atlantico durante a epoca da pedra polida.—A civilisação dos dolmens e a civilisação pelasgica.—Signaes esculpidos em dolmens e em rochas.—Duas epocas da civilisação dos dolmens. 95
CAPITULO VIII
IDADE DOS METAES
Porque não admittem a maior parte dos archeologos uma epoca do cobre?—Hypotheses para explicar a raridade dos objectos de cobre.—Abundancia d’estes objectos na Peninsula.—Haveria na peninsula Iberica uma epoca do cobre?—Coincidiriam essa epoca e a da pedra polida?—Substituiria a do bronze? Objectos de cobre e de bronze, achados em Portugal.—Machados, ponta de frecha, faca e serrote, espadas.—Punhaes de bronze e de ferro da Galiza.—Brevidade dos punhos.—Lendas dos pygmeus.—Idolos e cabras de bronze.—Os primeiros dos exploradores do cobre na Peninsula foram anteriores aos phenicios.—Provas da fundição do bronze na Hespanha, ilhas Baleares e da Sardenha.—Classificação dos jazigos de bronze.—Fundições e thesouros.—Casta asiatica de fundidores nos tempos antigos e modernos.—Os ciganos. 111
CAPITULO IX
ORIGENS ETHNICAS
Os finnicos e os vasconços.—Os seus idiomas agglutinativos.—Origem turania dos finnicos.—Será commum aos vasconços?—Provas deduzidas da philologia e da anthropologia.—Hypothese de Retzius e sua classificação das raças humanas.—Refuta-se esta hypothese.—Opiniões dos philologos ácerca da linguagem vasconça.—Os mais antigos dos craneos da Peninsula e da Europa.—Craneos fosseis de Néanderthal e de Gibraltar.—Outros do Cabeço da Arruda, Cesareda e Cueva de la Mujer.—Maxillas.—Raça de Cro-Magnon.—Sua distribuição geographica.—Povoaria a peninsula Iberica?—Será representada ainda hoje pelos beréberes?—Factos comprobativos.—Necessidade de novas observações.—Os beréberes e os antigos egypcios.—Povos mediterraneos.—Sua civilisação ha tres mil annos.—Extender-se-hia á Peninsula?—Conclusões. 129
CAPITULO X
ORIGENS ETHNICAS (Continuação)
Se os vasconços descenderão dos beréberes.—Insufficiencia das provas allegadas.—Hypotheses da unidade e da pluralidade iberica.—Razões favoraveis a esta ultima.—A philologia e a historia.—A Iberia do Caucaso comparada com a peninsula Iberica.—Os iberos e os povos com quem estavam relacionados.—Difficuldade de determinar os antigos povos peninsulares.—Asserções vagas dos auctores.—Necessidade de resolver o problema por methodos novos.—Até que ponto as invasões historicas esclarecem as prehistoricas.—O Mediterraneo e o Atlantico, vias principaes por onde vieram as civilisações á Peninsula.—Relacionam-se estas vias com as duas correntes das emigrações asiaticas.—A distribuição geographica dos dolmens peninsulares caracterisa uma das civilisações, vindas pelo Atlantico.—Os monumentos pelasgicos caracterisam outra, vinda pelo Mediterraneo.—Antinomia d’estas duas civilisações.—Outras antinomias entre o occidente e o oriente já nos tempos historicos.—As mais antigas das minas de cobre.—Analogias entre os povos antigos da Iberia e os da America.—A civilisação da epoca do cobre.—Os ciganos e os antigos fundidores do cobre e do bronze. 143
NOTAS. 157