[22]Bento do Amaral Gurgel, que dirigiu a companhia de estudantes por occasião daquella e da seguinte invasão, em 1711.
[23]Angela pratica o inverso daquelle conselho attribuido aos rabbinos de Constantinopla, respondendo aos judeus de Hespanha que batisassem os corpos, conservando as almas firmes na Lei. Angela conserva o baptismo da alma, e entrega o corpo ao supplicio como se fosse verdadeiramente judeu. Nega a fé com os labios, confessando-a no coração: maneira de conciliar o sentimento christão e a piedade filial.
[24]A verdadeira pronúncia desta palavra é an-hanga. É outro caso em que fui antes com a maneira corrente e commum na poesia.
[25]Il y aurait une fort grande injustice à juger jésuites du seizième siècle et leurs travaux, d'après les idées que peut inspirer le système suivi dans les missions. Là on peut voir des projets ambitieux s'allier à des vues habiles: dans les premiers travaux exécutés par les pères de la compagnie, au Brésil, tout fut désintéressé; et au besoin, Le récit de leurs souffrances pourrait le prouver. (F. DENIS, Le Brésil.)
[26]Veja nota [8].
«... E na verdade tem occasiões em que festejam muito a lua, como quando apparece nova; porque então saem de suas choupanas, dão saltos de prazer, saudam-n'a e dão-lhe as boas vindas.» (JOÃO DANIEL, Thes. descob. no Amaz., part. II, cap. X)
[27]Não me recordo de haver lido nos velhos escriptos sobre os nossos aborigenes a crença que Montaigne lhes attribue acerca das almas boas e más. Este grande moralista tinha informações certamente exactas a respeito dos indios; e aquella crença traz certamente um ar de verossimilhança. Não foi só isso o que me induziu a fazer taes versos; mas tambem o que achei poetico e gracioso na abusão.
[28]Tinha planeado uma composição de dimensões maiores, e não a levei a cabo, por intervirem outros trabalhos, que de todo me divertiram a attenção. Foi o nosso eminente poeta e litterato Porto Alegre, hoje barão de Santo Angelo, que ha cerca de quatro annos, me chamou a attenção para a relação de Monterroyo Mascarenhas, Os Orizes conquistados, que vem na Rev. Inst. Hist., t. VIII.
A aspereza dos costumes daquelle povo, habitante do sertão da Bahia, cêrca de duzentas legoas da capital, sua rara energia, as circumstancias singulares da conquista e conversão da tribu, eram certamente um quadro excellente para uma composição poetica. Ficou em fragmento, que ainda assim não quis excluír do livro.
[29]«Lastimosamente cegos de discurso, reconhecem e adoram por deus a coruja, chamando na sua linguagem Oitipô-cupuaaba; e o motivo de sua adoração consiste na beneficio que recebem desta ave, que, naturalmente inimiga das cobras, numerosissimas naquelle paiz, as espia nos mattos, e lhes tira a vida.» (J. F. MONTERROYO MASCARENHAS, Os Orizes conquistados.)
INDICE
CHRYSALIDAS
Musa consolatrix
Visio
Quinze annos
Stella
Epitaphio do Mexico
Polonia
Erro
Elegia
Sinhá
Horas vivas
Versos a Corinna
Ultima folha
PHALENAS
Flor da mocidade
Quando ella falla
Manhã de inverno
La marchesa de Miramar
Sombras
Ite, missa est
Ruinas
Musa dos olhos verdes
Noivado
A Elvira
Lagrimas de cêra
Livros e flôres
Passaros
O verme
Un vieux pays
Luz entre sombras
Lyra chineza
Uma ode de Anacreonte
Pallida Elvira
AMERICANAS
Potyra
Niani
A Christã nova
José Bonifacio
A visão de Jaciuca
A Gonçalves Dias
Os semeadores
A flôr do embiroçu
Lua nova
Sabina
Ultima jornada
Os Orises
OCCIDENTAES
O desfecho
Circulo vicioso
Uma creatura
A Arthur de Oliveira, enfermo
Mundo interior
O corvo
Perguntas sem resposta
To be or not to be
Lindoya
Suave mari magno
A mosca azul
Antonio José
Spinoza
Gonçalves Crespo
Alencar
Camões
1802-1835
José de Anchieta
Soneto de Natal
Os animaes iscados da peste
Dante
A Felicio dos Santos
Maria
A uma senhora que me pediu versos
Clodia
Velho fragmento
No alto