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Uma família ingleza: Scenas da vida do Porto cover

Uma família ingleza: Scenas da vida do Porto

Chapter 82: INDICE
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About This Book

A narrativa descreve o convívio e os costumes de uma família inglesa estabelecida no Porto, centrando-se num negociante respeitado cuja prudência, sucesso comercial e reserva pessoal moldam encontros sociais e episódios domésticos. O autor apresenta uma série de cenas urbanas e retratos de carácter que destacam contrastes culturais, modos de vida e pequenas tensões sociais, articulando observações morais sobre perseverança, honra e fortuna através de episódios cotidianos, humor contido e descrição detalhada das relações entre estrangeiros e habitantes locais.

CONCLUSÃO

Vencidas as difficuldades, que as differentes religiões de Carlos e de Cecilia traziam comsigo, o casamento fez-se. Não exponho agora aqui as condições do contracto, por me parecerem de pouco interesse para o leitor.

Manoel Quentino não desceu no conceito publíco. Pelo contrario, passou a ser um d'estes homens, que em certas épocas o Porto julga indispensaveis e cujos nomes passam a figurar em quantos cargos, sociedades e commissões se organisam n'esta emprehendedora cidade.

Tem sido successivamente director de um banco, mordomo da Santa Casa e camarista.

Mr. Richard continúa com os seus habitos de vida ingleza e com as leituras do Sterne.

Os seus compatriotas Brains e Morlays são ainda o que sempre foram; um, o inglez que chora; outro, o inglez que ri.

Preciso de acrescentar que Cecilia e Carlos vivem felizes?

Nem eu sei se teria coragem de lhes escrever a historia dos amores se esse não fora o resultado.

E Jenny?

Jenny é sempre o anjo bom da familia.

Nunca Mr. Richard teve de pedir-lhe contas da fiança que dera por
Carlos. Este não lhe tem offerecido ensejo para isso.

FIM.

[1] Paul Feval.

INDICE

I—Especie de prologo, em que se faz uma apresentação ao leitor

II—Mais duas apresentações, e acaba o prologo

III—Na Aguia d'Ouro

IV—Um anjo familiar

V—Uma manhã de Mr. Richard

VI—Ao despertar de Carlos

VII—Revista da noite

VIII—Na Praça

IX—No escriptorio

X—Jenny

XI—Cecilia

XII—Outro depoimento

XIII—Vida portuense

XIV—Imminencia de crise

XV—Vida ingleza

XVI—No theatro

XVII—Contas de Carlos com a consciencia

XVIII—Contas de Jenny com a consciencia de Carlos

XIX—Aggravam-se os symptomas

XX—Manoel Quentino procura distracções

XXI—O que vale uma resolução

XXII—Educação commercial

XXIII—Diplomacia do coração

XXIV—Em que a senhora Antonia procura encher-se de razão

XXV—Tempestade domestica

XXVI—Inefficaz mediação de Jenny

XXVII—O motivo mais forte

XXVIII—Fórma-se a tempestade em outro ponto

XXIX—Os amigos de Carlos

XXX—Peso que póde ter uma leviandade

XXXI—O que se passa em casa de Manoel Quentino

XXXII—Os convivas de Mr. Richard

XXXIII—Em honra de Jenny

XXXIV—Manoel Quentino allucinado

XXXV—A sentença do pae

XXXVI—A defeza da irmã

XXXVII—Como se educa a opinião publica

XXXVIII—Justificação de Carlos

XXXIX—Corôa-se a obra