XXVII
Irmão, é preciso morrer

As austeridades da vida monastica tornaram-se proverbiaes, mas foi, sobretudo, na Trappa que ellas se observaram com todo o rigor dos primeiros seculos do christianismo. Os trappistas guardam absoluto silencio, dividem o tempo entre a oração e o trabalho manual, alimentam-se de pão grosseiro e legumes e vestem apenas o habito de burel. Devem ter sempre deante dos olhos a imagem da morte. E é para se lembrarem d'esta grande verdade, que em cada dia visitam a valla que deve servir-lhes de derradeiro asylo.

«O silencio—diz um eloquente orador contemporaneo—anda ao seu lado, e se fallam, quando se encontram, é para se dirigirem esta melancholica phrase:

—«Irmão, é preciso morrer ...»