SENHORAS,
A segunda tarde, que passámos em Festa na vossa Lapa, não tem jamais de nos esquecer. O vosso gracioso e cortez descer a ouvir-nos, as carícias com que amimastes o nosso Maiozinho, dando-lhe entre vós assento, detendo-o nos regaços, beijando-o, ¿como he que nos não havião de cativar, a nós, que o cingíramos de suas galas, o sentáramos em throno, pôsto que menos para apetecer, e o levantáramos por Divindade em nossos Cantos? Finalmente aquelle vosso generoso trocar de nome á Lapa, querendo que por nosso respeito se ficasse chamando dos Poetas, em tamanhos obrigações nos pozerão, que as Musas nos acodiráõ para um dia vos provarmos que nós, Sacerdotes seus, não somos ingratos. A minha, de mais atrevida que he, me envia adeante, a tributar-vos este Poema, que pois o approvastes, ja não he de vós indigno. He prezente de uma Deoza do Parnaso, não podem as trez Graças rejeita-lo.