Palmyra Bastos (Fado)
Pelo actor Roldão. Editora, a livraria Avellar Machado; Lisboa.
Este Fado chamou-se assim em razão de ter sido cantado por aquella actriz na revista Tim-tim por tim-tim.
Traz o retrato de Palmyra Bastos, a lettra em verso, e um artigo em prosa assignado por Julio de Menezes.
Parodia (Fado da)
Recolhido pelo sr. Fernando Diniz, na sua collecção.
Pedro Rolla (Fado)
Tambem recolhido pelo sr. Fernando Diniz.
Pedrouços (Fado de)
O sr. Simões Ratolla, excellente consultor sobre tudo que diz respeito a Pedrouços, teve a gentileza de me fornecer a seguinte informação:
«O Fado de Pedrouços não tem lettra. A musica é de Antonio e Eduardo Castello Branco. Possuo um exemplar impresso, para piano, com 12 pautas, e com o n.º 982, que julgo ser de chapa.
«Nas caixas de musica, de 4 Fados, encontra-se um com a indicação: Fado de Pedrouços—Branco.
«É o mesmo Fado; evidentemente só ha um Fado de Pedrouços.»
Penedo da meditação (Fado)
É o n.º 1 da Collecção do estudante Candido de Viterbo, publicada em Coimbra.
Editora, a viuva Paula e Silva.
O «Penedo da Meditação», que fica nas proximidades de Cellas, é um dos sitios mais pittorescos e mais decantados dos arrabaldes de Coimbra.
Penedo da saudade (Fado do)
É o n.º 4 da Collecção do estudante Candido de Viterbo.
Editora, a viuva Paula e Silva, Coimbra.
O «Penedo da Saudade» é uma das mais encantadoras paragens do formoso aro que circumda a cidade de Coimbra. Sitio predilecto dos estudantes, como o «Penedo da meditação». Diz a lenda que D. Pedro I frequentava muito este logar, onde desafogava saudades da sua querida e desditosa Ignez.
Pimpão (Fado do)
Para piano e canto. Lettra de Pan Tarantula. Musica de Arthur Davis Tavares de Mello.
Na capa reproduz em miniatura o frontispicio de um numero do periodico O Pimpão.
Duas quadras, das seis que constituem a lettra:
Este Fado foi publicado pela empresa da folha humoristica O Pimpão.
Pina (Fado do)
Composição de Julio Neuparth.
Pintasilgo (Fado do)
Auctor, Rey Colaço. Veja-se este nome.
Pisões (Fado dos)
É o n.º 32 na 3.ª serie da casa Sassetti.
Pitada (Fado do)
É o n.º 19 na 2.ª serie da casa Sassetti.
Plagiario (Fado)
Por A. B. Ferreira Junior.
Editor, Eduardo da Fonseca; Porto.
O auctor intitulou assim a sua composição, porque n’ella imita outra de Rey Colaço, Um Fado, que está incluido nos 5 a que fazemos referencia no principio da noticia Rey Colaço.
Pobre preto (Fado do)
Na collecção da casa Engestrom, de Lisboa.
Popular (Fado)
Na 2.ª serie da casa Eduardo da Fonseca, do Porto.
Porto (Fado)
Encontro uma referencia a este Fado no Livro d’ouro do fadista, Porto, 1878.
Diz assim:
Povo (Fado do)
Na collecção da casa Engestrom, de Lisboa.
Primavera, A (Fado)
Editado no Porto, para piano, por Eduardo da Fonseca.
Vem acompanhado de lettra, que principia:
Primeiro Fado
De Luiz Pinto d’Albuquerque. Offerecido a Rey Collaço. Publicado no Porto, por Moreira de Sá.
Traz as seguintes quadras:
Quinta das lagrimas (Fado da)
É o n.º 3 da Collecção do estudante Candido de Viterbo.
Editora, a viuva Paula e Silva, Coimbra.
A Quinta das lagrimas, em Coimbra, é uma propriedade celebre pela sua belleza e pela lenda. Uma fonte, chamada dos amores, ainda hoje mantem a tradição.
Rabicha (Fado da)
É o n.º 30 na 3.ª serie da casa Sassetti; Lisboa.
Rabicha é o logar que fica sob o arco grande do aqueducto das Aguas Livres, em Lisboa. Ha ali hortas, retiros, muito frequentados por fadistas e outra gente de vida airada. Não ha dia em que se não cante o Fado n’aquelle rincão votado ao prazer do canto e do copo.
Recreio musical (Fado do)
Recolhido pelo sr. Fernando Diniz, professor de guitarra.
Rey Colaço (Fados de)
Estão publicados 8. Cinco d’elles não teem nome especial. Os outros intitulam-se: Hylario, Corrido e Pintasilgo. Um d’aquelles cinco é offerecido á sr.ᵃ duqueza de Palmella.
Alexandre Rei Colaço é um brilhante pianista, professor do Conservatorio.
Os seus Fados são verdadeiras rapsodias portuguezas, variações artisticas sobre motivos populares.
Quasi todos são acompanhados de uma ou duas quadras colhidas na tradição oral.
Lia-se no Diario de Noticias, de janeiro de 1904:
«N’uma linda edição feita por uma das primeiras casas editoras de musica da Allemanha, acaba de ser posta á venda a encantadora e popularissima collecção de fados do nosso eminente pianista e professor Rey Colaço.
«A impressão é muito nitida e perfeita. A capa, para que tudo tenha o sabor portuguez, é uma curiosa e magnifica reproducção a côres do nosso lenço popular, o celebre lenço da estamparia do Bolhão, orlado d’arabescos com caracter genuinamente oriental.
«A collecção comprehende oito fados—os que são propriedade do compositor, porque o 2.º é do sr. Sassetti—entre esses fados ha o «Choradinho», o «Corrido», o «Hylario», o «Pintasilgo» e esse «primeiro fado» que tem corrido o paiz e que todos os amadores gostam de tocar, e toda a gente gosta d’ouvir.
«Este «primeiro» fado foi levemente modificado n’um sentido mais artistico e musical.
«A mencionar ainda a deliciosa «Canção das Serras», talvez a mais bella pagina de Colaço, n’um rythmo originalissimo—o mesmo da «Canção do Mondego»—digna de figurar ao lado das «Feuilles d’album» do Grieg. Pediriamos ao delicadissimo compositor que nos desse mais d’estas «Feuilles d’album», genero que elle, como ninguem, póde cultivar entre nós com exito.
«Uma collecção que todos os «dilettantes» devem ter sobre a sua estante.»
Ribatejo (Fado do)
Conheço muito bem a musica d’este Fado, que pela primeira vez ouvi em 1901. Não sei quem é o auctor. Tambem não sei se ha apenas a musica ou se anda acompanhada de lettra especial.
Creio que a sua área de divulgação se circumscreve ás povoações ribeirinhas mais proximas de Lisboa. Em Santarem não é conhecido, como d’ali me diz o sr. João Arruda, redactor do Correio da Extremadura, em carta que vou transcrever, porque n’ella se encontram algumas rapidas informações que confirmam asserções minhas, expostas no texto d’este livro.
Diz o sr. Arruda:
«Não se conhece nenhum fado do Ribatejo e quanto a fados locaes diz-me um regente de musica muito distincto, que ha aqui, que todos nascem em Lisboa. Por aqui temos o verde-gaio, o balhariló e outras cantigas.
«Tambem consultei o mestre da banda de caçadores 6, e um amador de musica, que muitos annos dirigiu a Academia Bellini, e elles nada conhecem, tendo aliás feito alguns fados baseados no que existe.»
Ribeira Nova (Fado da)
Na collecção da casa Lambertini.
Rigoroso (Fado)
O mesmo que Fado corrido. Vide Corrido. É o simples acompanhamento para as trovas de qualquer Fado.
Palmeirim diz a respeito da Severa:
«O orgulho de se considerar a primeira da sua classe, de ouvir o seu nome celebrado em todas as banzas, e os seus amores assoalhados em todos os fados, «desde o rigoroso, que não consente variações», até ao mais artistico, em que a voz adormece, e acorda em requebros languidos, tornavam-n’a surda á voz da consciencia».
Robles (Fado)
J. R. Robles, que foi 1.º sargento de cavallaria e agora é empregado da Companhia dos Tabacos, em Lisboa, já vem mencionado a pag. 63 d’este livro entre os melhores tocadores de guitarra.
Este Fado anda na 2.ª série da casa Eduardo da Fonseca, Porto, e foi incluido no Cancioneiro de musicas populares portuguezas, fasciculo 57.
O seu auctor compol-o de 1879 a 1880. Estando por esse tempo em Evora, ahi se generalisou o seu Fado. Em 1900, havendo tido baixa no exercito, deu-o a rever em Lisboa a pessoas competentes, e depois o publicou.
O Fado Robles, que algumas pessoas denominam Artilheiro, tambem é popular no Porto, onde o auctor fez serviço militar até janeiro de 1891.
Roldão (Fado)
Este Fado foi cantado pelo actor Roldão na peça José João (parodia) que se representou no theatro do Principe Real em Lisboa.
O auctor da peça, e, portanto, das coplas é o sr. Eduardo Fernandes (Esculapio), antigo redactor do Seculo, hoje do Diario.
A musica e a lettra foram editadas pela Livraria Popular, de Francisco Franco, travessa de S. Domingos, Lisboa.
O frontispicio é illustrado com dois retratos do actor Roldão e com uma scena da peça.
Um dos retratos representa aquelle actor vestido de fadista, guitarra em punho, tal como apparecia no palco.
Dizeres do frontispicio: Fado Roldão, cantado pelo auctor, etc.
Ora, como já dissemos em outro logar, este Fado é, com leves alterações, especialmente na 2.ª parte, a canção Hija del Guadalquivir, que estava publicada desde 1894, no Porto, em o Cancioneiro de musicas populares.
Não dizemos isto como censura, mas apenas para notar uma coincidencia casual, que muitas vezes se tem dado na poesia e na musica.
O actor Jorge Roldão nasceu em 1859: foi musico de infantaria 16; entrou para o theatro como executante na orchestra; depois passou a ponto, e de ponto a actor. Trabalhou no Porto, nos theatros D. Affonso e Carlos Alberto; em Lisboa tem trabalhado nos theatros da Rua dos Condes, Principe Real, Trindade e Avenida.
Artista de merito secundario, é comtudo uma «utilidade».
Roldão cantava o «seu» Fado em ré maior.
No folheto Fados modernos vem a lettra de um Fado para o Roldão.
Rosa de Vila (Fado)
Composto pelo sr. Julio Neuparth expressamente para ser cantado pela artista d’aquelle nome na festa de caridade realizada no Colyseu dos Recreios, a 26 d’abril de 1904, em beneficio da classe dos vendedores de jornaes de Lisboa, após a gréve dos typographos.
Rosas (Fado das)
Pelo actor Roldão. Editora a livraria Avellar Machado; Lisboa.
Ruas (Fado das)
É o n.º 23 na 3.ª serie da casa Sassetti, de Lisboa.
Salas (Fado das)
Na collecção da casa Engestrom e da casa Sassetti, de Lisboa; e na de Eduardo da Fonseca, Porto.
Santo Thyrso (Fado de)
Apenas existe a lettra, que recolhi no livro Santo Thyrso de Riba d’Ave, e que foi composta por um pobre carpinteiro d’aquella villa, Narciso Ferreira d’Araujo, o Ferreirinha, quando partiu para o Brazil, onde falleceu.
Adaptava esta lettra a qualquer Fado dos até então conhecidos.
Saudade (Fado)
Para piano, por Herminio dos Anjos. Homenagem ao inconfundivel poeta das «Peninsulares». Editora, livraria Avellar Machado.
Traz no frontispicio o retrato de Simões Dias, e n’uma folha appensa esta «silva de cantigas» do mesmo poeta, para serem cantadas com a musica do Fado:
Sebenta (Fado da)
Composto por D. Laura Escrich e offerecido á Tuna academica de Coimbra, em 1899, a proposito de se celebrar n’aquella cidade o centenario da Sebenta, hilariante festa escolar promovida e realizada pelos alumnos da Universidade.
A Sebenta é, como se sabe, a synopse, redigida por um estudante e adquirida pelos outros, da prelecção feita pelo professor em cada cadeira.
Tradição universitaria, tem resistido á troça dos estudantes e á opposição de alguns lentes.
Em 1852 escrevia o dr. Adrião Forjaz, da faculdade de direito:
«Continuarão as sebentas? quer dizer continuará a trocar o maior numero de alumnos juristas o indispensavel estudo dos seus compendios e das obras magistraes, que os elucidam, pela tomada de cór d’uma papeleta, que o agiota-alumno autographou á pressa dos apontamentos tomados durante a exposição do professor? Receamos que a molestia não diminua. Ajuda-a grande numero de empresarios, a preguiça que favorece em muitos dos alumnos, e a falta talvez d’uma combinação e energica decisão dos professores.»
Referindo-se ao prematuro fallecimento da auctora d’este Fado, dizia a folha lisbonense, O Dia, no seu numero de 12 de novembro de 1902:
«Ha existencias affastadas e calmas, tão serenas que parecem ter direito a que a desgraça as esqueça.
«A senhora que acaba de fallecer, loura, elegante e distincta, com trinta e cinco annos apenas, tinha uma vida de grande simplicidade e dedicação—iamos quasi a dizer d’heroismo.
«Só com sua mãe, uma senhora de altas virtudes e raro caracter, trabalhava incessantemente, para que no seu lar houvesse o agasalho sufficiente a uma senhora de cabellos brancos, que n’um momento via partir-se-lhe dolorosamente o coração. A morte leva-lhe assim, inesperadamente, a sua unica filha!
«A sr.ᵃ D. Laura Escrich, filha do sr. Frederico Alexandre Meiners, allemão, ha muito tempo no Rio de Janeiro, vivia entregue ás suas licções de pintura, em que era distinctissima, adorada pelas suas discipulas. Compunha tambem valsas e musicas de grande harmonia e valor.
«Cinco dias bastaram para espesinhar e dispersar toda esta existencia de serenidade e trabalho. Hontem ás 11 horas bruscamente morria. Curvemo-nos perante a grande Dôr d’aquella que viu ao mesmo tempo morrer-lhe nos braços a filha e com ella fenecerem-lhe as ultimas esperanças de felicidade na terra.»
Sebenta (Fado da)
É a serenatella do «Auto da sebenta», composta pelo estudante Candido de Viterbo.
Veja-se o que dizemos a este respeito no capitulo V, quando tratamos dos Fados litterarios.
Sello (Fado do)
Referindo-se á romaria do Senhor da Serra, em Bellas, anno de 1902, dizia o Diario de Noticias, de Lisboa:
«Dançou-se animadamente durante a tarde, em varios sitios da quinta, não deixando tambem de ouvir-se um ou outro cantador de fado, que ao som do «pianinho» largava a sua cantiga mais ou menos engraçada, como a que segue:
É possivel que o cantador enfiasse outras quadras allusivas ao mesmo assumpto. Mas esta basta como prova de que o sello já entrou alguma vez nos dominios do Fado.
Sem nome (Fado)
Recolhido pelo sr. Fernando Diniz na sua collecção, manuscripta, de Fados.
Sentimental (Fado)
Recolhido pelo sr. Fernando Diniz na sua collecção, manuscripta, de Fados.
Sepulveda (Fado do)
Sepulveda é o sr. Julio Cesar Affonso Sepulveda, despachante na Alfandega de Lisboa, mais conhecido entre os rapazes pela abreviatura Veda.
D’este Fado fez ultimamente uma edição, impressa na Allemanha, o sr. Raul Venancio, estabelecido em Lisboa na rua do Oiro.
Serenata (Fado)
Composto por Manuel Luiz Ferreira Tavares para a recita do curso do 5.º anno theologico-juridico, 1900-1901.
Lettra de Nanzianceno de Vasconcellos:
Serenata (Fado)
Vide Olinda.
Severa (Fado da)
Vide cap. IV, pag. 158.
Sinhás (Fadinho das)
É o n.º 36 na 3.ª serie da casa Sassetti, de Lisboa.
Soffrimento (Fado do)
Incluido no Cancioneiro de musicas populares portuguezas, fasciculo 55.
Sol e dó (Fado)
Supponho que é edição da casa Sassetti.
Syndicateiros (Fado dos)
É o n.º 29 na 3.ª serie da casa Sassetti.
Taborda (Fado)
Vide Gato.
Talvez te escreva (Fado)
Da revista do anno, de Eduardo Schwalbach Lucci, intitulada Nicles.
Tancos (Fado de)
Incluido no Cancioneiro de musicas populares portuguezas, fasciculo 70.
É o numero 7 na 1.ª serie da casa Sassetti.
Tancos, villa da Extremadura, concelho da Barquinha, onde Fontes Pereira de Mello mandou construir em 1865 um campo de manobras.
Theodolinda (Fado)
Recolhido pelo sr. Fernando Diniz.
Torrinha (Fado da)
É o n.º 33 na 3.ª serie da casa Sassetti.
A antiga quinta da Torrinha, situada no casalinho do Carvoeiro a Valle de Pereiro (alto da Avenida da Liberdade) em Lisboa, foi uma horta muito frequentada por gente patusca, que ali ia merendar e ceiar n’uma tasca.
Trez horas (Fado das)
Musica de Reynaldo Varella. Lettra:
Este Fado foi composto n’uma noite de patuscada, exactamente á hora que lhe serve de titulo, e editado, no Porto, pela casa Eduardo da Fonseca.
Triste (Fado)
Composição de Augusto Machado.
Triste (Fado)
Musica do professor de guitarra Julio Silva; lettra de Armando de Araujo.
Cantou-se no sarau da imprensa realizado em 1902 no Colyseu dos Recreios.
É dedicado á memoria do poeta portuense Antonio Nobre, cujo retrato, em traje academico, orna a capa da musica.
Trovadores (Fado dos)
Auctor, Avelino Baptista.
Vaporosas (Fado das)
Recolhido pelo sr. Fernando Diniz, professor de guitarra.
Victor Hussla (Fados de)
Victor Hussla nasceu em S. Petersburgo a 16 de outubro de 1857. Veio para Lisboa em 1887 como director da Real Academia de Amadores de Musica. Violinista distincto e professor bem orientado, prestou importantes serviços artisticos áquella associação e a Lisboa.
A seu respeito escreve Ernesto Vieira no Diccionario biographico dos musicos portuguezes:
«Como compositor produziu Hussla trabalhos de muito valor. De todos o mais importante é a sua grande symphonia, obra vasta e trabalhada com grande esmero no mais puro estylo allemão. De igual auctor é a «Abertura», composição menos extensa mas do mesmo modo trabalhada.
«Não foram porém estas as suas producções que mais lisonjearam o nosso ouvido meridional. Sobrelevaram-lhes no effeito as celebres «Rapsodias portuguezas», em que os nossos cantos nacionaes tiveram pela primeira vez a honra de ser luxuosamente revestidos de uma orchestração primorosa e em alguns pontos verdadeiramente admiravel.»
Nas «Rapsodias» foram por elle comprehendidos alguns Fados.
Nomeado professor do Conservatorio em 1897, falleceu repentinamente, indo a entrar para aquelle edificio, na manhã de 14 de novembro de 1899.
Vida (A) Fado
Composição de Julio Neuparth.
Vimioso (Fado)
Vide capitulo IV d’este livro, pag. 183.
28 (Fado do)
Publicado no Porto, para piano, pela casa Eduardo da Fonseca.
Tem sido attribuido ao Hylario, como dissemos no cap. V, pag. 229.
Mas o seu auctor foi um rapaz cego que viveu em Braga e era protegido do reverendo abbade de S. João do Souto, padre José do Egypto Vieira.
Este cego tinha no asylo o n.º 28, e toda a gente o conhecia mais pelo numero que pelo nome.
D’ahi o titulo com que o seu Fado se generalisou.
Visconti (Fado)
Visconti, um cançonetista de circo, veio a Lisboa, onde o rythmo das suas canções comicas se tornou popular.
Esse rythmo é o que se chama Fado Visconti. (Está incluido na collecção de Fados da casa Eduardo da Fonseca, Porto.)
Lettra de algumas das canções:
Zé povinho (Fado do)
Incluido no Cancioneiro de musicas populares portuguezas, fasciculo 72.
FIM