Da triste, bela Inés inda os clamores
andas, echo chorosa, repetindo;
inda aos piedosos ceos andas pedindo
justiça contra os impios matadores;
ouvem-se ainda na Fonte dos Amores
de quando em quando as naiades carpindo;
e o Mondego, no caso reflectindo,
rompe irado as barreiras, alaga as flores;
inda altos hinos o universo entoa
a Pedro, que da morta formosura
convosco, amores, ao sepulcro voa.
Milagre de beleza e de ternura!
Abre, dece, olha, geme, abraça e coroa
a malfadada Inés na sepultura.