Até ao fim do mundo. A grande amada
escuta o adeus da grande voz sentida:
santa e rainha, aguarda aquela vida
que só depois do fim é começada.
Pedra de sonho e dor, foste lavrada
pela saudade imensa aqui vivida:
guarda a saudade, pois, da despedida
e a esperança da hora desejada.
Guarda a saudade que jamais acaba,
que o dia que ha de vir, de amor contente,
os que dormem aqui vão esperando.
E no fragor do mundo que desaba
hão de acordar sorrindo eternamente,
os olhos um no outro enfim pousando.