APPENDIX No. I.
Senhor.
Acerqua do negoceo de fernam de magalhaes en tenho feito e trabalhado quanto deus sabe, como lhe largamente tenho esprito, e agora estando xebres doente falei niso muito ryjo a el Rei apresentando lhe todolos enconuinientos que neste caso auia, apresentando lhe alem das outras cousas, quam fea cousa era e quam desacostumada receber hum Rei os uasalos doutro Rei seu amigo contra sua vontade que era cousa que antre caualeiros se nom acustumaua e se auia por mui grande erro e cousa mui feia e que en nom acabaua em ualhadoly de lhe oferecer uosa pesoa e reinos e senhorios quando ele ja recebya estes contra uoso prazer que lhe pedia que oulhase que nom era tempo pera descontentar uosalteza e mais em cousa que lhe tam pouco inportaua e tam incerta e que muitos uasalos e omens tinha pera fazer seuos descobrimentos quando fore tempo e nam c os que de uosalteza uinham descontentes e de que uosalteza nom podia de deixar de ter sospeita que auiam de trabalhar mais por uos desseruir que por ninhūa outra cousa e que su alteza tinha ainda agora tanto que fazer em descobrir seuos reinos e senhorios e em os asentar que lhe nom deuiam de lembrar taes nouidades de que se podiam seguir escandolos e outras cousas que se bem podiam escusar apresentando lhe tambem quam mal isto parecia em anno e tempo de tal casamento e acrecentamento de divido e amor. E que me parecia que uosalteza syntiria muito saber que estes omens lhe pedem licença e nom lha dar pera se tornarem que eram ja douos males recebedos contra sua uontade e telos contra uontade deles que eu lhe pedia polo que compria a seu seruiço e de uosalteza que de duas fizese hūa ou lhe dese licença ou sobre-esteuese neste negocio este anno em que se nom perderia muito e se poderia tomar tal meio como ele fore seruido e uosalteza nom recebese desprazer do modo com que se isto faz.
Ele senhor fycou tam espantado do que lhe dyse que eu me espantei e me respondeo as milhores palauras do mundo e que ele por ninhūa cousa nom queria que se fizese cousa de que uosalteza recebese desprazer e muitas outras boas palauras e que eu falase com ho cardeal e que lhe fizese relaçam de tudo.
Eu senhor o tynha ja bem praticado com ho cardeal que he a milhor cousa que qua ha e lhe nom parece bem este negoceo e me prometeo de trabalhar quanto podese por se escusar. Falou com el Rei e chamaram per isto ho bispo de burgos que he o que sostem este negocio. E asy huns douos do conselho tornaram a fazer crer a el Rei que ele nom eraua nisto a uosalteza porque nom mandaua descobrir senam dentro no seu lemite e mui longe das cousas de uosalteza e que uosalteza nom auia dauer por mal de se seruir de douos uasalos seuos homens de pouca sustancia seruindo se uosalteza de muitos dos naturaes de castela alegando outras muitas razōes. In fim me dise o cardeal que o bispo e aqueles insistiam tanto nisto que por ora el Rei nom podya tomar outra detriminaçam.
Tanto que xebres foi sam lhe tornei a presentar este negoceo como digo e muito mais ele da a culpa a estes castelhanos que pōi el Rei nisto e com tudo que ele falara a el Rey e nos dias pasados o requeri muito sobre isto e nunca tomou detriminaçam e asi creio que fara agora a mim senhor parece me que uosalteza pode recolher fernam de magalhāes que sera grande bofetada pera estes que polo bacharel nom dou eu muito que anda casi fora de seu syso. E fiz diligencia com dom jorge acerqua da yda laa do seu alcayde e ele diz que hira em toda maneira asy senhor que isto esta desta maneira e com tudo eu nunca deixarei de trabalhar nisto o que poder.
E nom cuide vosalteza que dise muito a el Rei no que lhe dise porque alem de ser tudo verdade o que dise esta gente como dygo nom sente nada nem el Rei tem liberdade pera dy sy fazer ate ora nada e por iso se deue de syntyr menos suas cousas. noso senhor a uida e estado de vosalteza acrecente a seu santo seruiço. de saragoça terça feira a noyte xxviii dias de setembro [1518].
Aluaro da costa.
No. II.
em xv deste Julho ꝓ chavascas moço dest’beyra R. duas cartas de vosa alteza hūa de xviij e outra de xxix do mes pasado que entendy e sem a segda Resumyr Respondo a vosa alteza.
Sam agora vindos em companhia a esta cidade xpovā de harōo e Jo de cartajena feitor moor darmada e capitam de hū navio e o tesoureyo e esc’vā desta armada e nos Regimtos que trazem ha capos contrarios ao rregmto de frnā de magalhāes E vistos p̃llo contador e feitores da casa da contrtaçam como posam mall engulyr as cousas de magalhaēes foram logo da opiniam dos que novamte vieram.
E juntos mandarā chamar frnā de magalhaēes e q̃seram dele sabr̃ a ordem desta armada e a causa por que na qrta nāao n̄o ya capitā somte carvalho que era piloto e nō capitam, dise que elle a queria asy levar ꝓa levar o foroll e as vezes se pasar aela.
E lhe diseram que levava mtos portugeses e que nō era bem que levase tantos Respondeo que ele faria na armada o q̃ qꝫsese sem lhe dar cota e que elles o no podiam fazr sem a darē a elle pasaranse tantas e tam mas Rezoēes q̃ os feitores mandarā pagar soldo a jente do maar e darmas e nō a nēhūes dos portugeses q̃ frn̄a de magalhaēes e Ruy faleiro tem ꝓa levar e a ysto se fez correeo a corte de castela.
E por eu v̄r a materia aberta e t̄po bē conveniente ꝓa dizr o que me vosa alteza mādo me fuy a pousada de magalhaēes onde o achey conçertando cortiços e arcas com vitoalha de consrvas e outas cousas aprtey o fingindo que p̃llo achar naquele acto que me pareçia conclusā da obra de seu māao ꝓposyto e por que esta seria a derradra fala q̃ lhe faria lhe queria rreduzir a memoriam quantas vezes como bom portuges e seu amygo lhe avia falado contrariando lhe o tam grande erro como fazia.
E despois de lhe pedir ᵱdam se algūu escandalo de my Reçebese na p̃tica, lhe trouxe a memoria quantas vezes lhe avia falado e quā bem me senp̃ Respondia e que segundo sua Reposta senp̃ eu esperey q’ o fim nō fose con tā grande dessrviço de vosa alteza e o que lhe senp̃ disera era que visse que este caminho tinha tantos perigos como a Roda de Santa Cna e que o devya deixar e tomar o coy’brāao[461] e tornar se a sua natureza e a ḡça de vosa alteza donde senp̃ Reçeberia mce. nesta fala entrou meter lhe todolos temores q̃ me pareçerā e erros que fazia dise me q̃ elle n̄o poderia ja all fazr por sua honrra senā seguir seu caminho, eu lhe disse que ganhar onrra indyvidamte e adq̃rida com tanta infamia nō era sabr nē honrra mas antes privāça de sabr e d onrra por que fose çerto q̃ a jente castelhana prinçipall desta çidade falando nele o aviam por hōme vyll e de māao sangue poys em dessrviço de seu v̄dadro Rey e sen̄or aceptava tall enᵱsa quanto mais semdo ᵱ ele levantada e ordenada e Requerida, que fose ele certo que era avida por treedor por hyr contra o estado de vosa alteza, aquy me Respondeo que ele via o erro que fazia porem que ele esperava ḡdar muyto o srviço de vosa alteza e fazr lhe muito srviço em sua yda. Eu lhe dise que quē lhe louvase tall dizr o nō entenderia, por que caso q̃ ele nō tocase a conq̃sta de vosa alteza como qr̄ q̃ achasse o q̃ dizia luogo era em grande dano das rrendas de vosa alteza, e que este Reçebia todo o rregno e jenero de pas[462] e que mais virtuoso pensamto era o que ele tinha quando me disse que se vosa alteza mandase q̃ se tornasse a portugall q̃ o faria sem outra çerteza de merçee e que quando lha nō fizese que hy estava essa serradoosa e sete vas[463] de pardo e hūas contas de bugalhos que entā me pareçia q̃ seu coraçā estava na vrdade do que compria a sua honnra e conçyençia, o q̃ se falou foy tanto q̃ se nō pode esc̄ver.
a q̃i sor me começou a dar synall dizendo que lhe dissese mais que ysto nō vinha de my e que se v. alteza mo mandava q̃ lho dissese e a mce q̃ lhe faria, eu lhe disse q̃ eu nō era de tantas toneladas ꝓ q̃ v. alteza me metese em tall acto mas eu como outas mtas vezes lho dezia aquy me q̃is honrrar dizendo q̃ se o q̃ eu começey com ele levara avante sem antrevir outas pas q’ vosa alteza fora s̄vido mas q’ no[464] Ribeiro lhe disera hūa cousa e q’ n̄o fora nada e Joam mendez outra q’ nō atara e diseme a merçee q’ lhe prometian da ᵱte de vosa alteza, aqi ouve grande amiserarse e diz’ que bem sentia tudo mas que nō sabia cousa ᵱa que cō rrezam deixase hūu Rey quo tanta mce lhe avia feito. e eu lhe disse q’ por faz’ o que devia e nō ᵱder sua honrra e a mce q’ vosa alteza lhe faria que seria mais çerta e cō mais verdadeira onrra. E que pesasse ele se a vinda de purtugall q’ fora por çem rrēs mais ou menos de morida q’ v. alteza lhe deixara de dar por nō quebrar sua ordenança, com virem dous rregmtos contrarios ao seu, e ao q’ ele capitolou cō el Rey dō carlos, e veria se este desprezo pessa mais ꝓa se hyr e fazr o que deve se vyr se por o q’ se veeo.
fez grande admiraçā de eu tall sabr̃ e aquy me disse a verdade e como o correo era ꝓrtido q’ eu ja tudo sabia. E me disse que çerto nō aberia cousa por q’ elle desse cō a carga em tr̃ra senā tirando lhe algūa coussa do capitolado; porem q’ prmo abia de veer o que lhe vosa alteza faria. eu lhe disse q’ mais q’ria veer q’ os rregmtos e Ruy faleiro q’ dezia abertamte q’ nō avia de seguir seu foroll e que avia de navegar ao sull ou nō hira na armada, e que ele cuidara q’ hia por capitā moor e que eu sabia que avia outos mandados em contrairo os quaees elle nō saberia senā a t̃po que nō pudese Remedear sua onrra; e que nō curasse do mell que lhe punha p̃llos beiços o bp̃o de burgos e que agora era t̃po por ysso q’ visse se o queria fazr e que me desse carta ꝓa vossa alteza e que eu por amoor dele yria a vossa alteza a fazr seu ᵱrtido, por que eu n’o tinha nehūu Recado de vosa alteza ꝓa em tall entēder somte falava o q’ me pareçia como outas vezes lhe avia falado. dyseme que nō me dezia nada ate veer o rrecado q’ o correo trazia e nisto concludymos eu vigiarey com toda minha posybilidade o srviço de v alteza.
neste paso me parece bem que saiba vosa alteza que he çerto que a navegaçā q’ estes esperā fazr el Rey dom carlos a sabe e fernā de magalhaēes asy mo tem dito e pode aveer quem tome a empresa que faça mais dano. faley a rruy faleyro ꝓ duas vezes nunca me all Respondio senā que como faria tall contra el Rey seu señor q’ lhe tanta mce fazia a todo o que lhe dezia nō me rrespondia all, pareçe me que esta como homē torvado do Juizo e que este seu famyliar lhe despontou algūu sabr̃ se o nele avia pareçeme q’ movido fernā de magalhaēes q’ Ruy faleyro seguira o q’ magalhaēes fizr.
sor os navios da capitania de magalhaēes sam cinqo ·s. hūu de cx toneladas os dous de lxxx cada hūu e os dous de lx cada hū pouco mais ho menos, sam muy velhos e Remēdados por que os vy em monte corregeer, ha onze messes que se correjeram e estā na agoa agora calafetam asy nagoa eu entrey neles algūas vezes e çertefico a vosa alteza que ꝓa canaria navegaria de maa vontade neles, por q’ seus liames sam de sebe.
hartelharia que todos çinq’o levā sam lxxx tiros muy pequenos somte no maior em q’ ha de hyr fernam de magalhaēs estam quato verços de ferro nō bōos ᵱ toda a jente que levā em todos çinq’o sam iicxxx homēs todo los mais tem ja Reçebido o soldo somte os portugeses que nō querē Reçebr̃ a mill Rs̄, agrdan que venha o correo por que lhes disse magalhaēes que ele lhes farya acrecētar o soldo e levā mātymtos ᵱa dous anos.
capitam da prma nāao fernā de magalhaēes e de segunda Ruy faleyo
da 3ra Jo de cartagena q’ he feitor moor darmada da 4a quesada
criado do arçobpo de sevilha a 5a vay sem capitam sabido vay nella
por piloto carvalho portugues, nesta se diz que ha de meteer por capitā
desque forē de foz ē fora ha alvo da mizquita d estremoz que caa
estaa os portugeses que ca vejo ᵱa hirem
§ o carvalho piloto
§ estevā gomez piloto
§ o sserrāao piloto
§ vco preto galego piloto ha dias q’ caa vive
§ alvo da myzqita d est̄moz
§ martȳ da myzqita d estremoz
§ frco d ao seca fo do cdor do rrosmaninhall
§ xpovā ferra fo do cdor de castelejo
§ martim gill fo do Juiz dos orfāaos de lixboa
§ ꝓo d abreu criado do bp̃o de çafy
§ duarte barbosa sobrinho de dio barbosa crado do bp̃o de
çiguença
§ anto frrz q’ vivia na mouraria de lixboā
§ luis ao de beja q’ foy crado da sra Ifante q’ đs tem
§ Jo da silva fo de no da silva da ilha da madeira este me
disse senp̃ q’ n’o avia de hyr salvo se vosa alteza o ouvese
por seu srviço e anda como diçipulo encuberto.
§ o faleiro tem caa seu pay e may e irmāaos hū deles leva
consigo.
outra jente miuda de moços destes tambē dizē q’ am de hyr de que
farey memoria a vosa alteza se mandar quando forē. a qinta ꝓte desta
armaçā he de xpovā de haroo q̃ nela meteo m̄j[465] ducados Diz caa q̃
vosa alteza lhe mādo la tomar x̅x̅[466] +dos de fazēda elle daa caa
os avisos d armada de vosa alteza asy da feita como da que se faz soube
q̃ ꝓ hūu criado seu q̃ la tem. avendo se as cartas deste podria vosa
alteza sabr̃ ᵱ que via sabia estes secretos.
as mercaderias que levā sam cobre azouge panos baxos de cores sedas baxas de cores e marlotas feitas destas sedas.
certificasse que ᵱtira esta armada ᵱa baxo em fim deste Julho mas a mȳ nō mo pareçe asy nē ate meado agosto, posto que o correo venha mais çedo.
a rrota que se diz que han de levar he dirto ao cabo fryo ficando lhe o brasy a māo dirta ate pasar a linha da ꝓtiçā e daly navegar ao eloeste e loes noroeste dirtos a maluco a quall tr̃ra de maluco eu vy asentada na poma[467] e carta que ca fez o fo de Reynell a quall nō era acabada quando caa seu pay veo por ele, e seu pay acabou tudo e pos estas tr̃ras de maluco e ᵱ este paderam se fazem todallas cartas as quaēes faz dio Ribeiro e faz as agulhas quadrantes e esperas porem nō vay narmada nem q̃r mais q̃ ganhar de comeer ꝓ seu engenho.
desd este cabo frio ate as Ilhas de maluco ᵱ esta navegaçam nō ha nēhūas tr̃ras asentadas nas cartas que levā praza a d’s todo poderoso que tall viajem façā como os corterrāes, e vosa alteza fique descansado. e seja senpre asy ēvejado como he de todolos prinçipes.
Sen̄nor outra armada se faaz de tres navios podres peq̃nos em que vay por capitam andres ninho este leva outos dous navios pequenos lavrados em peeças dētro nestes velhos este vay a tr̃ra fyrme q̃ descobrio pe ayres, ao porto de larym e daly ha de hyr por tr̃ra xx legoas ao maar do sull donde se ha de levar ᵱ tr̃ra os navios lavrados com a enxarçeea dos velhos e armalos neste maar do sull e descobrir com estes navios mill legoas e mais nā contra o eloeste, as costas da tr̃ra q̃ se chama gataio e nestas ha de hyr por capitam moor gill gɫɫz contador da Ilha espanhola e vam ꝓ dous an̄os.
partindo estas armadas se faz loguo outra de quato navios ᵱa hyr segundo se diz na esteira de magalhaēes porē como ainda ysto nō este posto em gōço de se fazr nō se sabe cousa[468] cousa[468] çerta e esto ordena xpovā de harōo o que se mais pasar eu o farey sabr̃ a vosa alteza.
as novas da armada que el Rey dom carlos māda fazr ꝓa se defender ou ofender a frança ou hyr ao empereeo como se diz escuso escrever a vosa alteza por que de no Ribeiro que he em cartagena as tera vosa alteza mais certas mas ha nova çerta nesta cidade ᵱ cartas que el Rey de frança divulga que el Rey dō carlos nō ha de seer emperador e que ele o ha de sser o papa ajuda el Rey de frança ꝓ via onesta conçede lhe quato capelos ᵱa que os desse a quē ele q̃isesse diz se que el Rey de frança os tem ꝓa daar a quē os elegedores do empereo ̰qiserem donde se çertefica que ou el Rey de frança sera emperador ou quē ele qiser, o que mais pasar nestas armadas eu terey especiall cuidado de o fazr sabr̃ a vosa alteza ainda q̃ eu estava ja frio nisto por que me pareçeo q̃ vosa alteza o q̃ria ᵱ outrē sabr̃ por que vy caa no Ribeiro e outas pas q̃ comigo falavā ꝓ modo disymulado querendo sabr̃ de m̄y. beeso as māaos de vosa alteza, de sevilha a xviij de Julho de 1519.
Sebastiā Alu̅r̅z̅.
No. III.
el Rey
Fernando de magallam̄s e Ruy falero cavalleros de la ordem de Santiago ñros capitañs generales della armada q’ mandamos hasēr para yr A descobrir e a los otros capitañs particulares de la đha armada e pilotos e maestr̃s e contramaestres e marineros de las naos de la đha armada por quanto yo tengo porcierto segund la mucha informaciō que he avido de personas que por esperiencia lo An visto q’ en las islas de maluco ay la especieria e principalment’ ys a buscar con esa đha armada e my voluntad es que derechament’ sigais el viage a las đhas islas por la forma e man’a quo lo lie dicho e mandado A vos el đcho fernando de magallanis porende yo vos mando A todos e a cada uno de vos q’ en la navegacion del đho viage sigais el parecer decterminaciō del đho fernando de magallam̃s para que ant̄s e primero que a otra parte alguna vais A las đhas islas de maluco sin que en ello Aya ninguna falta porq’ asy cunple A n̄ro servicio e despues de fecho esto se podra buscar lo demas que convenga conforme A lo q’ llevais mādado o los unos ny los otros non fagađs nyn fagan ende Al por alguna man’a so pena de ꝓdimyto de biens e las ꝓsonas a la n̄ra merced fecha en barcelona a diez e nueve dias del mes de abril an̄o do myll e quiniētos e diez o nueve an̄o
yo el rey
por mandado del rey frrco de los covos
pā q’ los del armada sigan el parecer y determynaciō de magallan̄s pā q’ ant̄s y pmo q’ a otra p̄t vayā a la especerya.
No. IV.
fernan de magalhaēs fo de po de
magalhaēs avera onze dias de Janro
deste ano e deze seys dias de mayo e
todo Junho a dous mill e trezentos
e doze r̃s pr mes cō cda arqre pr dia v̄ lxvi r̄s
Ro o sobrino ē xiiij denro de vc xx v
ꝓa ē ᵱte de tres meses q̃ lhe
ainda deve do ano de vynte e tres
dos q̃tro meses ij lhe mādava
dar de q̃ tē avydo hū mes
segdo se tudo q̃tē ē hu escryto
seu q̃ lhe deles e de mays t̄po
deu de q̃ ja he pago somte dos tres
meses q̃ lhe ainda devia Ro os cynq̃o
mill e sesenta e seys Rs ēcyma
q̃teudos.
Da costa.xiii ijc lxxxiij
Fernā Roiz.
No. V.
Serenissimo Principe, et excellentissimi Signori,
Supplico jo Antonio Pigafetta Vicentino Cavallier hierosolimitano che desiderando veder del mondo nelli anni passati, ho navicato cum le caravelli de la Maiesta Cesarea, che sono andate a trovar le Isole, dove nascono le specie nelle nove Indie, nel qual viazo ho circumdato tutto il mondo à torno et per esser cosa, che mai homo lha fatta, ho composto un libreto de tutto el ditto viazo, qual desidero far stampir. Et per ho suplico de gratia che per anni xx alcun non possi stampirlo, salvo chi voro io, sotto pena à chi el stampasse, o stampato altrove el portasse qui, oltra el perder li libri de esser condenato lire tre per libro, et la executione possi esser fatta per qualunque magistrato de questa cita à chi sara fatta la conscientia et sia divisa la pena, un terzo al arsenal de la sublimita vostra, un terzo al acusador, et un terzo à quelli che farano la executione, alla gratia sua humiliter mi ricomando.
ms dan d eq’s
jo Emiliano
Lazar. mocenigo
| Consil. | ✝ | de parte | 152 |
| de Non | 6 |
||
| non sync | 2 |