«O conde, novo e esbelto, casara por mutua paixão com uma virtuosa senhora viuva do conde de Belmonte, que tambem por sua parte pouco lhe ficára restando de fortuna propria.
«Mais velha do que o conde, a santa senhora limitou-se a ser educadora de seus filhos, libertando o marido do jugo matrimonial, do que elle bem se aproveitou, sendo um dos mais felizes conquistadores em assumptos amorosos. Foi talvez esta sociedade que lhe despertou o appetite da pouco duradoura aventura amorosa com a Severa.»
D. Francisco de Paula, impellido pela corrente tradicional da fidalguia portugueza, e desculpado pela bondade tolerante da esposa, entregou-se bem depressa á vida alegre e estouvada dos rapazes nobres do seu tempo e da sua idade.
Tornou-se perito exemplar em equitação e tauromachia e, por estes dois caminhos abertos á sua phantasia juvenil, entrou na bohemia elegante, a que tomou gosto, chegando a penetrar nas camadas populares onde a guitarra e o Fado, quando bem tangidos, não pediam passaporte, nem folha corrida a ninguem.
Era feição do tempo, e da nobreza de então.
Foi justamente na ultima classe social que encontrou a Severa, á qual não exigiu pergaminhos, nem credenciaes. Era uma excellente camarada para se fazer ouvir dedilhando a guitarra e cantando o Fado.
Como tal a acceitou na evidencia em que ella já se tinha collocado por essas prendas, não obstante ter nascido condemnada á desgraça do lupanar.
Por sua parte, as classes populares adoravam o conde de Vimioso, que as tratava sem preoccupações hierarchicas, e que se distinguia pela exteriorisação de qualidades que muito deslumbram o criterio pouco intellectual do povo: a valentia, a coragem, o primor da guitarra e do toureio.
O unico exemplar notavel d’este genero de fidalgos foi, no meu tempo, o marquez de Castello Melhor.
O sr. Queriol reduziu tambem a lenda do conde de Vimioso aos devidos termos, mas ainda assim resulta do seu artigo uma figura sympathica, que foi o conde, distincta por aquellas qualidades, não intellectivas, que o publico aprecia e que ainda hoje constituem a galhardia do moderno sport.
Desde muito novo que D. Francisco de Paula se notabilisou pelo valor physico e destemida coragem.
Creança de 16 para 17 annos, serviu o exercito liberal como aspirante de lanceiros.
Com referencia a essa epoca conta o sr. Queriol:
«O seu animo corajoso e sua força herculea tornaram-n’o notavel em varias proezas, contando-se entre ellas a de ter nas linhas de Lisboa, em presença do imperador, mettido hombros e arrombado um forte portão de ferro que impedia a passagem de tropas liberaes que tinham de occupar uma posição estrategica e só por ali podiam fazer caminho.
«D’esta sua força muscular foi testemunha (e appello para a memoria do então aspirante de artilharia e hoje general Victo Moreira, ajudante de campo de el-rei) quando n’uma tarde, sahindo D. Pedro de Sousa Coutinho, filho mais novo do conde de Linhares, de casa do fallecido conde das Galveias D. Antonio, no seu elegante pháeton puxado por dois poneys hanoverianos de forçosa pujança apesar da diminuta estampa de seus corpos, o conde de Vimioso, segurando com a mão direita o eixo trazeiro do carro e com a esquerda o varão do portão do palacio, embora o elegante D. Pedro se esforçasse em fustigar a parelha e esta se empenhasse em arrancar o trem do logar em que se achava, não puderam os poneys adiantar um passo limitando-se a escarvar a calçada, inutilisadas as suas forças pelas que lhes oppunha o valente titular.»
Outro exemplo de pujante denodo conta o auctor do artigo.
Foi por occasião da feira do Campo Grande.
Dois valentões da provincia tinham se postado junto ao portão de ferro, que então limitava o Campo Grande pelo lado do Lumiar, e não deixavam entrar nem sair ninguem.
A que distancia já ficam hoje estas bravas tunantadas portuguezas, e que mal se podem comprehender agora!
Raça de Hercules, no acerto ou na loucura, quebramos: agora estamos a pedir funda.
O povo levantou celeuma contra os dois pimpões, mas não ouzava affrontal-os, porque algum saloio que investia, recuava ganindo, deslombado.
Com o conde de Vimioso estavam almoçando n’essa occasião o sr. Miguel Queriol e João Nunes Vizeu.
Ouviram o borborinho que vinha da alameda, informaram-se da occorrencia, e não tiveram um momento de hesitação.
Narra o sr. Queriol, sem faltar de si mesmo, mas certamente que não deixou de molhar a sua sopa, porque era muito desembaraçado:
«O conde de Vimioso e José Vizeu apenas tiveram tempo de cada um se munir de bons cajados de marmaleiro, e fazendo frente aos dois varredores de feiras os levaram a tombos até junto da feira, onde os soldados municipaes os receberam contusos e confusos da má sorte que em Lisboa veio offuscar a sua valentia provinciana.»
Todos estes predicados davam prestigio, faziam lenda ao conde no conceito popular. Pode imaginar-se a ovação de que elle seria alvo n’aquella manhã do Campo Grande, quando varreu os dois alcides que varriam a feira.
Como atirador, D. Francisco de Paula foi prodigioso.
Depõe o sr. Queriol, cujo artigo diz mais e melhor no seu proprio texto do que o poderiamos fazer em extracto:
«O conde de Vimioso era um notabilissimo caçador e em occasiões de falta de dinheiro, de proventos de sua casa, sahia de Lisboa e, provido apenas da sua espingarda, petrechos de caça e dos de toilette de que nunca prescindia, o que obtinha de suas excursões venatorias enviava como qualquer caçador de contracto á Praça da Figueira, para com o producto da venda viver modestamente nos sitios affastados da capital, mas sem recorrer a outros meios que sem verdade lhe attribuem.
«Da sua notavel aptidão como atirador ainda invoco o testemunho do actual general Victo Moreira (discipulo do conde em equitação, de que depois foi laureado cursador nos picadeiros em França); alem do que, outras testemunhas podem certificar de que sendo o conde desafiado a matar morcegos, ao anoutecer e em pleno Campo Pequeno, abateu todos os que esvoaçavam a distancia de tiro de espingarda, não obstante a escuridão que em nada lhe prejudicava a certeira pontaria.»
A phrase final do primeiro periodo que deixamos transcripto—mas sem recorrer a outros meios que sem verdade lhe attribuem—contramina a lenda de que o conde de Vimioso ciganava em cavallos mais que os proprios ciganos.
A este respeito temos dois testemunhos dignos de toda a fé: o do sr. Queriol e o de Bulhão Pato.
Refere o sr. Queriol que precisando comprar um cavallo, lhe offereceram uma égua, mas por tão baixo preço, que o fez desconfiar.
Foi consultar o conde, que lealmente o avisou de que não comprasse a égua, que era doida; e quanto á respeitabilidade do vendedor preveniu-o de que «em negocios de cavallos não havia que confiar em cavalheirismos, por ser essa a norma geral n’estes negocios».
Não contente com isto, o conde indicou ao sr. Queriol outro lavrador, que effectivamente o serviu bem, porque lhe vendeu a preço razoavel um cavallo sem resaibo, e muito resistente.
Conclue, com razão o sr. Queriol:
«Em abono á lealdade com que fui tratado, devo protestar contra a lenda que a muitos tenho ouvido de ser o conde de Vimioso o cigano mais temivel em negocio de cavallos, quando, como deixo acima dito, foi elle proprio a prevenir-me ser norma geral n’estes negocios não se confiar senão na propria experiencia.»
Quanto ao testemunho de Bulhão Pato, por igual abonatorio, logo o traremos a lume.
O artigo do sr. Queriol teve por fim principal refutar o episodio do drama do sr. Julio Dantas em que o conde (com outro supposto titulo) puxa de uma navalha.
Sobre esta phantasia o sr. Queriol protesta categoricamente, dizendo:
«O conde de Vimioso do nosso tempo era um excentrico, mas d’ahi a usar de navalha de ponta e molla e a suciar com bolieiros e fadistas da Mouraria, vae a distancia de um extravagante que o era de polpa para um ser inferior que elle nunca foi.
«A navalha era por tal fórma alheia aos habitos sociaes em rapazes da época do conde de Vimioso, que uma só vez o que escreve estas recordações a viu brilhar na mão de um pouco conceituado frequentador do Marrare (cujo nome não cito por consideração a pessoas respeitabilissimas da sua familia, que ainda existem e não podem ter responsabilidade em factos degradantes de seus maiores já defuntos)—e que em questão de jogo de bilhar, offendido por um insulto do Lima da Cardiga, puxou de uma luzente catalan que Lima da Cardiga, em furia de leão, lhe arrancou da mão e fez pedaços no sobrado, subjugando sob os joelhos o aggressor, que os circumstantes salvaram de ser suffocado, mas não espesinhado pelo athletico Lima, que foi calorosamente applaudido pelos circumstantes, sendo apupada e envilecida a acção tão extraordinaria na sociedade d’então.
«Creio que d’esta scena foi testemunha D. João de Menezes, ainda vivo, mas pelo menos deve d’ella ter tido conhecimento.»
Agora é opportunidade de reproduzirmos o testemunho de Bulhão Pato; consta de uma carta dirigida ao sr. Queriol, e publicada no Popular de 8 de abril de 1901:
Monte de Caparica, Torre, março, 11, 1901.
Meu...
Conheci o conde de Vimioso quando tinha eu 15 annos, por que fui da creação do irmão mais novo—D. Pedro de Portugal e Castro. A mãe—marqueza de Valença—era muito minha amiga. Vimioso, como sabes, na praça dos toiros, no palacio e na feira dos ciganos era sempre um fidalgo de raça. Nunca usou faca senão as facas que montava; nunca levou aos beiços um quartilho em tabernas. A graça viva saltava-lhe da physionomia com os ditos originaes, portuguezes e galantes.
Fazia os seus alborques de cavallos, não havia cigano que o embaçasse, porém, repito, foi sempre um gentil-homem.
N’uma toirada no Campo Grande, no pateo da casa d’elle—em setembro de 88!—quando eu ia a metter um par de ferros n’um garraio—disse elle, alludindo aos meus primeiros versos—Se coras não conto—Se marras não brinco! Vivi muito, muito com elle, principalmente em caçadas na Torre Bella, nas lezirias, pelo Alemtejo. Que dias!
Abraço-te, a tua santa mulher e a teus filhos.
Teu do C.ᵒ
Bulhão Pato.
A maior evidencia do conde de Vimioso foi como cavalleiro tauromachico, prenda que reune duas aptidões distinctas, a da equitação e a do toureio.
«Montava com rara elegancia e perfeição—escreve Pinheiro Chagas[66]—e póde dizer-se que foi o Marialva do nosso seculo XIX. Tambem esse grupo de rapazes que se denominam marialvas, se não quizessem ir buscar tão longe o seu cognome, podiam denominar-se vimiosos com muita razão, porque assim consubstanciavam n’um nome aristocratico as suas qualidades e os seus defeitos.»
Por sua parte diz o sr. Queriol:
«Notabilissimo na arte de montar—de uma figura elegante e sympathica—com o seu titulo de nobreza de sangue, o conde foi o escolhido pelos amadores da arte tauromachica, que ia decahindo em abatimento, para rehabilitar a memoria dos antigos lidadores em combate com o feroz animal, sendo unanimemente acclamado o cavalleiro que devia reivindicar a fama do seu antepassado marquez de Marialva. Desempenhou-se o conde do seu encargo com enthusiastico applauso de milhares de espectadores, nas primeiras touradas chamadas de Fidalgos que tiveram logar na praça do Campo de Sant’Anna sob a direcção de João Pereira da Silva da Fonseca «o morgado d’Alcobaça» e em que fizeram de netos D. José, da casa Loulé, e Roberto Camello, um elegante do seu tempo e muito estimado na sociedade lisbonense».
Os primeiros ensaios tauromachicos do conde realizou-os elle no pateo do seu palacio, ao Campo Grande. Depois appareceu nas corridas de amadores na praça do Campo de Sant’Anna, ao lado de D. José Maria de Mendóça (Loulé), tambem official de cavallaria, e a opinião publica não duvidou acclamal-o como o primeiro «cavalleiro» do seu tempo.
A D. José Mendóça se referia um dos Fados tauromachicos cantados pela Severa, quando dizia:
O conde de Vimioso não se limitou apenas a executar as melhores sortes de toureio estabelecidas pela tradição: inventou uma, a que deu o nome de cara a cara.
É o que hoje chamamos á estribeira.
O cavalleiro dirige-se para o touro ladeando o cavallo sobre a direita, e na altura da rez arrancar, passa o cavallo de mão: o touro deve receber o castigo quando mette a cabeça junto ao estribo do cavalleiro.
Esta sorte é brilhante e arriscada, requer uma grande certeza. O conde de Vimioso, seu inventor, nem sempre pôde leval-a a effeito, mas enthusiasmava delirantemente o publico quando a realizava.
D. Francisco de Paula, como cavalleiro, adoptou um principio, que impunha a si proprio, e recommendava a todos os outros aficionados: «O trabalho do toureio a cavallo consiste essencialmente em que o cavalleiro, pela sua destreza e arte, zomba do poder do animal, sem que elle ou o seu cavallo recebam o mais ligeiro contacto, o que constitue sempre desaire».
Uma ou outra vez lhe falhou na pratica este preceito, mas o conde desaffrontava-se logo com grande galhardia e brio.
Aconteceu isso em Evora, n’uma corrida a que assistiram muitos portuguezes e hespanhoes.
O touro saiu com tal rapidez, que nenhum recurso pôde ser efficaz ao cavalleiro.
Vimioso foi colhido e derrubado conjuntamente com o cavallo, que ficou muito contuso.
Mas, habilmente, o conde tirou-se da sella, montou outro cavallo em sellim razo, e castigou o touro, que o havia desfeiteado, com oito ferros, que levantaram a praça n’uma ovação colossal.
Comprehende-se que n’esta e outras occasiões, em que o conde de Vimioso enflorava o seu brazão com tantas provas de coragem, denodo e mestria, visse acenarem-lhe na praça muitos lenços brancos, agitados por mãos femininas, umas em que a brancura patricia era soignée com primor, outras morenas e menos cuidadas, como as da Severa, que, subjugada pela fascinação do cavalleiro prodigioso, o applaudia n’um frémito de enthusiasmo estonteante.
«O conde de Vimioso, diz o sr. Queriol, foi sempre o alvo dos mais calorosos applausos e o idolo das mais formosas damas, que lhe disputavam a preferencia em amores».
Como era de prevêr, a vida do conde gastou-se rapidamente. O seu organismo ardia em frequentes incendios, que lhe apressaram a morte aos 47 annos de idade.
Coincidencia notavel: falleceu no palacio do largo do Metello no mesmo mez em que tinha nascido.
A Revolução de Setembro do dia 10 de julho de 1864 noticiava que o conde de Vimioso havia expirado na noite antecedente, depois de um prolongado padecimento, ao qual succedeu um typho.
N’esse mesmo dia 10, um domingo, se realizou o funeral.
E, coincidencia não menos notavel! á hora em que o funebre cortejo saía do largo do Metello, ali perto, na praça do Campo de Sant’Anna, effectuava o cavalleiro Diogo Henriques Bettencourt o seu beneficio com um curro de 13 toiros fornecido pelo lavrador do Ribatejo Francisco da Silva Falcão.
O cortejo funerario d’esse que fôra o primeiro cavalleiro portuguez do seu tempo, e que tantas e tão ruidosas ovações conquistára na arena, contrastava singularmente com o cortejo tauromachico que á mesma hora entrava na praça ao som do hymno real para dar começo á lide.
As palmas e os bravos, com que o publico saudava os lidadores, contrapunham-se ás palavras doloridas com que os velhos aficionados lastimavam, caminho do cemiterio, a morte do conde de Vimioso.
E quando o ultimo raio de sol poente, n’essa calmosa tarde de julho, se apagava sobre o tumulo que recebera o cadaver do conde, o publico, na praça do Campo de Sant’Anna, levantava-se em massa, fremente de enthusiasmo, a applaudir o grande Sancho, que acabava de marear o ultimo touro da corrida com uma brilhante navarra.
FADO DO CONDE DE VIMIOSO
[Listen to MP3] | Download MXL
O Fado do Vimioso foi publicado no fasciculo 61 do Cancioneiro de musicas populares portuguezas.
Acompanham-n’o algumas quadras, de origem manifestamente popular, porque são incorrectas e banaes.
O conde é ahi tratado pelo anagramma de Moisivo.
A lettra é muito posterior á morte de D. Francisco de Paula, como se vê da seguinte quadra, penultima do Fado:
O auctor da lettra explora a lenda (elle mesmo emprega esta palavra) da «paixão» do conde pela Severa, cujos encantos avulta com poetica phantasia:
E, continuando a lenda, falla do conde como de um cego amante que tivesse morrido de amor:
O que é certo é que a lenda da Severa e do conde de Vimioso, tal como a musa popular a foi cantando ao sabor das multidões, estimulou a corrente que vulgarisou o Fado, especialmente no sul do paiz, e que lhe reforçou um caracter de vaga saudade, de tristeza plangente, em que parece pairar a longinqua memoria de uma supposta allucinação amorosa que um fidalgo bohemio experimentou por uma pobre moça fadista, de chinella de polimento ponteada a retroz vermelho.
Todas as mulheres dos bairros infamados, todas as criadas de servir, todas as camareras de botequim cantam de preferencia o Fado da Severa e o Fado do conde de Vimioso, dando-lhe uma intenção de aristocracia rehabilitadora pela esperança de que um novo conde, seguindo o exemplo de D. Francisco de Paula, venha enamorado, dedilhar a banza, em honra de uma segunda Severa plebea.
«Ainda hoje, diz Pinheiro Chagas,[67] se ouve cantar a deshoras, com acompanhamento de guitarras, por vozes nem sempre da primeira frescura, uma melodia melancolica e plangente, que se denomina o fado do conde de Vimioso.»
[51] Em os numeros de 7 e 8 de abril de 1901.
[52] Estas iniciaes são as do nome de Diogo Henriques Bettencourt.
[53] Os ciganos de Portugal, pag. 221.
[54] Os excentricos do meu tempo, pag. 289.
[55] Amores de Vieira Lusitano, pag. 129.
[56] Pag. 237.
[57] Photographias de Lisboa, pag. 64.
[58] Vol. 13.ᵒ, vocabulo Vimioso.
[59] Estes factos foram por mim recolhidos da tradição oral e contados n’um folhetim do Diario de Noticias, de 12 de junho de 1893,
[60] C. Castello Branco, Sentimentalismo e historia, pag. 70.
[61] Hist. Gen. tomo X, pag. 756-757.
[62] Por carta regia de 10 de março de 1716. Hist. Gen., tom. X, liv. X, cap. XI.
[63] Tom. III, pag. 27.
[64] Francisco José Freire escreveu o elogio do 2.º marquez de Valença. Foi publicado em 1749.
[65] Dic. Bibl. tom. V, pag. 74. Entre as outras obras merece especial menção a Instrucçam que dá a seu filho segundo D. Manuel José de Portugal, fundado nas acções christãs, moraes e politicas dos ecclesiasticos que teve a sua familia. Lisboa, 1744.
[66] Dicc. Pop., vocab. Vimioso.
[67] Dicc. Pop., vocab. Vimioso.