INDEX
Do que contem as Cartas do primeiro Tomo.
CARTA I.
Motivo desta correspondencia: e como se-deve continuar. Mostra-se, com o exemplo dos Antigos, a necesidade de uma Gramatica Portugueza, para comesar os estudos. Dá-se uma ideia, da melhor Ortografia Portugueza: e responde-se aos argumentos contrarios. Que o Vocabulario do Padre Bluteau se-deve reformar, para utilidade da Mocidade. Pagina 1.
CARTA II.
Danos que rezultam da Gramatica Latina, que comumente se-ensina. Motivos porque nas escolas de Portugal, nam se-melhora de metodo. Nova ideia de uma Gramatica Latina facilisima, com que, em um ano, se-pode aprender fundamentalmente Gramatica &c. pag. 59.
CARTA III.
Abuzos que se-introduzîram em Portugal, no ensinar a lingua Latina. Mao modo que os mestres tem, para instruir a Mocidade. Propoem-se o metodo, que se-deve observar, para saber com fundamento, e facilidade, o que é pura Latinidade. Necesidade da Geografia, Cronologia, e Istoria, para poder intender os livros Latinos. Apontam-se os autores, de que os mestres se-devem servir na Latinidade: e como devem servir-se deles; e explicálos com utilidade; e as melhores edisoens. Aponta-se o modo de cultivar a Memoria, e exercitar o Latim nas escolas. pag. 74.
CARTA IV.
Necesidade das linguas Orientais, principalmente Grega, e Ebraica, para intender as letras Umanas: mas muito principalmente, para a Teologia. Modo de as-aprender. Utilidade da lingua Franceza, e Italiana, para ser erudito com facilidade, e sem despeza. pag. 112.
CARTA V.
Discorre-se da utilidade, e necefidade da Retorica. Mao metodo com que se-trata em Portugal. Vicios dos Pregadores; que sam totalmente ignorantes de Retorica. Que absolutamente deve deixar o antigo estilo, quem quer saber Retorica. pag. 124.
CARTA VI.
Continua-se a mesma materia da Retorica. Fazem-se algumas reflexoens, sobre o que é verdadeira Retorica, e origem, dela. Que coiza sejam figuras, e como devemos uzar delas. Diversidade dos estilos, e modo de os-praticar: e vicios dos que os-nam-admitem, e praticam. Qual seja o metodo de persuadir. Qual o metodo dos panegiricos, e outros sermoens. Como se-deve ensinar Retorica aos rapazes, e ainda aos mestres. Algumas reflexoens, sobre as obras do P. Antonio Vieira. pag. 153.
CARTA VII.
Fala-se da Poezia. Os Portuguezes sam meros versejadores. Prejuizos dos mestres, de nam poetarem em Vulgar. Que coiza seja ingenho bom, e mao. Especies de obras de mao ingenho, em que caîram alguns Antigos, mas principalmente os Modernos. Necesidade do Criterio, e Retorica, em toda a sorte de Poezia. Primeiro defeito de Poezia, a inverosimilidade: exemplos. Segundo defeito, os argumentos ridiculos. Reflexoens particulares, sobre as compozisoens pequenas Portuguezas; que nam podem dar nome, a um omem: defeitos da Nasam, provados com exemplos. Reflexoens sobre o Epigrama Latino, Elogios, inscrisoens Lapidares, Eglogas, Odes, Satiras, poemas Epicos. Que os Portuguezes nam conhecèram as leis, do poema Epico; prova-se com Camoens, Chagas, Botelho de Morais. Aponta-se o metodo, com que se-devem regular os rapazes, no-estudo da Poezia. Nova ideia de uma Arte Poetica, util para a Mocidade. pag. 215.
CARTA VIII.
Trata-se da Filozofia. Mao metodo com que se-trata em Portugal. Advertencia das outras Nasoens, em procurar a Ciencia. Necesidade da istoria da Filozofia, para se-livrar de prejuizos. Ideia da serie filozofica. Danos e impropriedades da Logica, que comumente se-explica. Dá-se uma ideia, da boa Logica. pag. 276.