D. Filippe II. III. e IV. de Castella, e em Portugal Reys decimo oitavo, decimo nono, e vigesimo intrusos.

129 Declarado Rey de Portugal D. Filippe II. nas Cortes, que se celebraraõ em Thomar a 19 de Abril de 1581, caminhou para Lisboa, onde fez huma publica entrada com o mayor apparato, e grandeza, que até alli se tinha visto.[719] Começou a tratar os Portuguezes com muita affabilidade, e industria, fazendo-lhe varias mercês, e augmentando os privilegios do Reino, com a qual politica temperou os desgostos passados. Desta sorte fazia parecer mais suave aos Portuguezes aquella violenta sujeiçaõ, e elles vendo que se diminuiaõ as esperanças de recobrar a antiga liberdade, cuidavaõ muito em merecer a graça delRey Filippe, o qual tornando para Castella, e deixando por substituto a seu filho o Serenissimo Cardeal Alberto, Archiduque de Austria, morreo a 13 de Setembro de 1598 no Convento do Escurial, que elle havia fundado, e onde jaz em soberbo mausoleo, tendo vivido setenta e hum annos, governado em Portugal dezoito, e quarenta e tres em toda a Hespanha.

130 Succedeo no Throno seu filho D. Filippe III. e para nós II. que havia nascido em Madrid a 14 de Abril de 1578, e agora contava já vinte annos de idade. No seu governo deixou facilmente penetrar quaes eraõ os seus designios; e naõ eraõ elles outros mais que reduzir os Portuguezes a huma taõ debil fortuna, que nunca podessem ter forças para sacudir o dominio Castelhano, conforme as normas, que lhe deixara seu pay. Naõ pode porém conseguir tudo o que intentava, porque lho embaraçou a morte, que lhe sobreveyo em Madrid no ultimo de Março de 1621 com quarenta e dous annos de idade, e vinte e dous e meyo de reinado. Jaz no Convento do Escurial.

131 D. Filippe IV. foy filho do antecedente, e nasceo a 8 de Abril de 1605. Poucos dias depois da morte de seu pay começou a governar com grandes annuncios de felicidades, mas para Portugal com muy poucas; porque naõ cessando de quebrantar as promessas, e juramento, que seu Avô tinha feito de conservar este Reino em seus antigos foros, e privilegios, todo o seu ponto foy abatello, aniquilallo, e obrar tudo em nosso prejuizo. Naõ escapou artificio algum em ordem a consumir o Reino, que deixassem os seus Ministros, e Conselheiros de lhe apontar para nossa ruina. A mesma experimentou a India, e as mais Conquistas, que tanto nos custaraõ a ganhar. Dilatadissima seria a narraçaõ destas desordens, se pertendessemos renovar dellas a memoria: naõ faltaõ Escritores, que as referem.[720]

132 Impaciente já todo o Reino com tanta vexaçaõ, e desejosos todos da commum liberdade da patria, começaraõ a pôr os olhos no Serenissimo Duque VIII. de Bragança D. Joaõ, no qual concorriaõ razão, e justiça para o acclamarem Rey, e Senhor verdadeiro do Reino naõ só pelo direito, que o acompanhava de sua Avó a Senhora Dona Catharina, filha herdeira do Infante D. Duarte, a qual havia de preceder a todos os oppositores da Coroa, porque representava a seu Pay, que se vivera, havia de ser Rey,[721] mas tambem por ser o Serenissimo Duque natural do Reino, e o mayor Senhor delle, a quem por suas qualidades verdadeiramente Reaes tocava protegello, amparallo, e libertallo das oppressões, que padecia.

133 Por estes, e outros muitos fundamentos, persuadidos os Portuguezes quanto lhe era util acabarem já com taõ pezado jugo, determinaraõ ajustar o modo mais conveniente para negocio taõ arduo. Achava-se presidindo no governo de Portugal a Duqueza de Mantua Margarida de Saboya, prima delRey Filippe IV. desde o anno de 1635, em que passou a fazer assistencia em Lisboa: tinha por Secretario de Estado a Miguel de Vasconcellos, aborrecido do Reino por soberbo, descomedido, e ambicioso, que com industriosa independencia ministrava os negocios de Portugal, e a quem muito favorecia a Princeza Margarida, e o primeiro Ministro de Hespanha o memoravel Conde Duque,[722] ambos interessados na agencia de Vasconcellos, que lhes servia como de canal, por onde se enchiaõ continuamente os seus insaciaveis cofres do perenne curso de dinheiro extrahido da substancia do cabedal do Reino, e de tributos exorbitantes.

134 Esta oppressaõ, e violencia dos Ministros acabou de exasperar mais a todos os Portuguezes; até que escolhendo o dia de Sabbado primeiro de Dezembro do anno 1640 para aquella gloriosa empreza, depois de varias conferencias, que entre si tiveraõ os Fidalgos amantes, e zelosos da patria,[723] convidando tambem a outros com todo o segredo, se acharaõ no terreiro do Paço sem fazerem rumor, e assim que deraõ nove horas accommetteo cada hum aquelle posto, que se lhe destinou por interpreza. Tudo o que se havia premeditado, a pezar de todos os incidentes, que se atropellaraõ, se poz em execuçaõ no dia predito com tanta felicidade, e maravilha, que dentro em tres horas se vio na Cidade de Lisboa morto Miguel de Vasconcellos, deposto Filippe IV., acclamado o Serenissimo Duque de Bragança D. Joaõ por legitimo Senhor do Reino de Portugal, que no espaço de sessenta annos gemeo debaixo da sujeiçaõ de Principes estrangeiros, aonde o tinha levado a Providencia.

D. João IV. vigesimo primeiro Rey.

135 Conseguida prodigiosamente a saudosa liberdade do Reino, e restituido com tanta gloria, e justiça o Cetro da Monarquia Portugueza ao Senhor Rey D. Joaõ IV. o qual havia nascido em Villa Viçosa a 19 de Março de 1604, e casado com a Senhora Dona Luiza Francisca de Gusmaõ em 12 de Janeiro de 1633, se expediraõ diversos avisos para os Lugares Ultramarinos da nossa Coroa, para reconhecerem, e acclamarem o mesmo Soberano Rey; e foy esta noticia recebida com tanto gosto, como se experimentou na prompta obediencia da vassallagem, e nos vivas, e festas, com que expressaraõ todos a estimaçaõ daquella felicidade,[724] sendo para admirar completarse este reconhecimento dentro de quinze dias por todo o Reino sem guerra, sem armas, sem violencia, estando todas as Praças governadas, e presidiadas por Ministros, e soldados Castelhanos. O certo he que foy obra da maõ do Altissimo.[725]

136 Logo que o novo Rey chegou de Villa Viçosa a Lisboa, e dispoz as expedições, que temos dito, determinou dia para a sua coroaçaõ, que foy em 15 de Dezembro, a qual se celebrou com toda a pompa, e alegria do povo. Depois passou promptamente a cuidar nos negocios interiores do Reino: nomeou Ministros para os Tribunaes: Generaes, e Cabos para as Provincias. Estava o Reino destituido de forças, sem armas, sem gente com exercicio militar, sem náos, e sem dinheiro para se poder defender, e isto foy motivo para se descuidarem tanto em Castella, considerando seus Ministros ser impossivel podermos resistirlhe na conjunctura debil, em que estavamos; e assim disseraõ a ElRey Filippe, que naõ era necessario fazer guerra offensiva a Portugal, porque com duas mãos de papel firmadas por S. Magestade se reduziria outra vez brevemente o Reino à sua obediencia.[726]

137 Este mysterioso descuidoso foy causa da nossa prevençaõ, e fundamental seguranqa, dando-nos tempo para mandarmos vir armas do Norte, fortificar Praças, e fazer confederaçaõ com França, Inglaterra, Hollanda, Suecia, e Dinamarca, que todos nos ajudaraõ com gente, dinheiro, munições, e náos de tal fórma, que quando os Castelhanos quizeraõ accommetternos por Olivença, foraõ bem rechaçados, experimentando a mesma adversa fortuna em todos os choques, e batalhas, que tiveraõ com os nossos exercitos, ficando mais memoravel a de Montijo, que no anno de 1644 conseguio com tanta gloria Portugueza o intrepido Mathias de Albuquerque; e desta sorte conseguimos outras muitas vitorias em grande credito da Naçaõ por todas as Provincias do Reino.

138 Naõ causava pequena inveja a Castella este feliz progresso das nossas armas; e vendo que à força dellas naõ podia tomar vingança da nossa liberdade, maquinou a da aleivosia, e astucia, fiando mais do ouro, que do ferro; e corrompendo com elle algumas pessoas suas affectas com esperanças de mayores augmentos, se conjuraraõ contra ElRey D. Joaõ; porém descubrindo-se, foraõ prezos, sentenciados, e degolados[727] a 29 de Agosto de 1641 em publico cadafalso na praça do Rocio de Lisboa. Eraõ elles o Marquez de Villa Real, o Duque de Caminha, o Conde de Armamar, e D. Agostinho Manoel de Vasconcellos; sendo o principal motor desta conjuraçaõ o Arcebispo de Braga D. Sebastiaõ de Matos, que se mandou meter em segura custodia. Em todos estes movimentos se vio o particular auxilio de Deos, com que sempre livrou a ElRey D. Joaõ da iniquidade de seus inimigos, que intentaraõ tirarlhe a vida por meyo do perverso Domingos Leite, o qual sendo convidado a executar aquelle enorme delicto por quatrocentos escudos, foy tambem descuberto, e castigado como merecia a grandeza da sua culpa.

139 Continuando ElRey o seu governo com tanta felicidade, e desvelo, estabeleceo leys utilissimas para a sua conservaçaõ, erigio novos Tribunaes, o Concelho de Guerra, o da Junta dos Tres Estados, o do Conselho Ultramarino, e o da Junta do Commercio. Foy muito devoto do Mysterio da Conceiçaõ da Senhora, e assim a tomou por Protectora do Reino em Cortes do anno de 1646, fazendo-o tributario em cincoenta cruzados cada anno,[728] e em 25 de Março do proprio anno jurou, e declarou authenticamente a immaculada Conceiçaõ da Virgem Maria Senhora nossa, fazendo com que seus vassallos fizessem o mesmo, mandando intimar às Universidades do Reino, que todos os estudantes, quando tomassem qualquer gráo, jurassem defender o tal Mysterio.[729]

140 Finalmente achando-se em Lisboa, e opprimido com huma molesta suppressaõ, fechou o circulo de seus dias em huma segunda feira 6 de Novembro de 1656 na idade de cincoenta e dous annos, sete mezes, e dezoito dias, e de reinado dezaseis annos, menos vinte e quatro dias. Jaz no Convento de S. Vicente de Fóra.

D. Affonso VI. vigesimo segundo Rey.

141 Teria o Principe D. Affonso treze annos de idade, contados desde 21 de Agosto de 1643, em que nasceo, até 15 de Novembro de 1656, quando subio ao Throno, e foy acclamado Rey pela morte de seu glorioso Pay; mas em razão da sua menoridade ficou sujeito à tutoria da Rainha sua Mãy, a quem ElRey seu marido tinha deixado por tutora, e Governadora do Reino, que com tanta prudencia, e desvelo exercitou; porém passados seis annos, a 23 de Junho de 1662, contando ElRey dezanove annos de idade, tomou posse do governo com a formalidade costumada.[730]

142 Antes de ElRey tomar posse do governo a tinhaõ já tomado da sua vontade o Conde de Atouguia, Sebastiaõ Cesar de Menezes, e o Conde de Castello-Melhor, descançando neste ultimo o pezo dos negocios da Monarquia, e a cuja disposiçaõ se vio luzir em prosperos successos a fortuna delRey com as vitorias das nossas armas; porque fazendo Castella pazes com França, e unindo em varios corpos de exercito os bellicosos espiritos dos alliados, cercou todas as nossas Provincias com hum estrondoso poder, mas sempre ficou Portugal triunfante. Assim se vio nas celebres batalhas do Amexial, do Canal, e de Montes claros, em que os nossos Generaes acreditaraõ o seu valor, e sciencia militar.

143 Naõ correspondiaõ as felicidades da guerra ao governo politico da Corte, porque ElRey desde a idade de tres annos, padecendo hum accidente de paralysia, que lhe deixou arida toda a parte direita do corpo, o mesmo defeito padecia naquella parte interior da cabeça: daqui se originaraõ varios excessos, e desordens, com que desgostou muito sua Mãy prudentissima, e a todo o Reino; e como o principal motor destas indignas acções era hum Antonio Conti, pessoa humilde, mas muito de seu agrado, que lhe inspirava perniciosos conselhos, de algum modo se lhe fez applacar os exercicios escandalosos com o degredo de Conti para a Bahia.

144 Determinou-se o casamento delRey com a Princeza Maria Francisca Isabel de Saboya, a qual chegou a Lisboa em 2 de Agosto de 1666, e naõ se passando muito tempo, que experimentando a Rainha a incapacidade delRey para as obrigações do thalamo, e que muitas vezes lhe faltavaõ aos respeitos de Rainha, resolveo recolherse no Mosteiro da Esperança a 2 de Novembro de 1667, e de lá começou a tratar a nullidade do matrimonio. Logo que se começou o litigio, se teve por certa a sentença da separaçaõ, e com este fundamento os zelosos da successaõ Real propozeraõ ao Serenissimo Infante D. Pedro devia casar com a Rainha pelas razões forçosas, que allegaraõ,[731] e que para evitar mayores damnos na Monarquia avocasse a si o governo.

145 Assim se conseguio, porque ElRey D. Affonso dimittindo o regimen, ficando conservando a magestade na pessoa, mas naõ no exercicio, foy recluso em hum quarto do Paço a 13 de Novembro de 1667, e o Infante D. Pedro foy jurado Principe Regente, e herdeiro da Coroa nas Cortes de 27 de Janeiro de 1668. Passaraõ depois a ElRey D. Affonso para o Castello da Ilha Terceira, onde esteve seis annos, no fim dos quaes veyo para os Paços de Cintra, onde faleceo a 12 de Setembro de 1683, e jaz no Convento de Belem.[732]

D. Pedro II. vigesimo terceiro Rey.

146 Em quanto ElRey D. Affonso foy vivo, não quiz o Serenissimo Principe D. Pedro seu irmaõ outro titulo, que o de Regente do Reino, cujo encargo tomou pelos repetidos rogos de seus vassallos; mas tanto que faleceo D. Affonso, foy conhecido pelo soberano titulo de Rey D. Pedro II. Havia nascido em Lisboa a 26 de Abril de 1648, e se achava já na idade de trinta e cinco annos ao tempo da morte de seu irmão. Como a nullidade do matrimonio entre ElRey D. Affonso, e a Rainha Dona Maria Francisca de Saboya foy julgada, e em virtude da sentença se alcançou Breve para se receber o Principe com a Rainha, de cujo consorcio naõ houve outro fruto mais que a Senhora Dona Isabel, e a Rainha tinha espirado a 17 de Dezembro de 1683, foy preciso que ElRey passasse a segundas vodas para segurar a sua Real descendencia.

147 Naõ custou pouco determinarse ElRey para segundo casamento; mas em fim se completou com a Serenissima Princeza Dona Maria Sofia, filha do Eleitor Palatino do Rhim, em 11 de Agosto de 1687, e nessa ditosa uniaõ augmentada com a felicidade da paz foy continuando ElRey o seu governo com grande gosto dos vassallos; porque além de possuir da natureza dotes muy especiaes na soberana, robusta, e galharda presença exterior, nos costumes, e prendas do animo excedeo a todos os Monarcas do seu tempo, porque era muy pio, devoto, compassivo, liberal, benigno para com todos, e amante das pessoas virtuosas.

148 Com grande acerto levantou muitas judicaturas de novo para bom regimen da justiça, em que era exacto, se bem na punitiva propendia mais para a clemencia. Erigio tambem muitos Bispados, o de Pernambuco, Rio de Janeiro, Maranhaõ, Pekim, Nankim, e o da Bahia elevou à dignidade de Arcebispado, e teve a fortuna de possuir Ministros em todos os empregos de grande experiencia.

149 Corria o anno de 1701, quando ElRey fez huma liga offensiva, e defensiva com França, e Hespanha contra a Casa de Austria, a qual se desfez depois a 16 de Mayo de 1703, entrando ElRey D. Pedro no Tratado da grande alliança com o Imperador Leopoldo I., Inglaterra, e Hollanda, a fim de meterem de posse de Hespanha o Archiduque Carlos filho segundo do Imperador,[732a] o qual havia de entrar pelas nossas terras, e por este ajuste se prometteraõ grandes conveniencias a Portugal. Chegou aqui ElRey Carlos a 7 de Março de 1704, e fazendo huma publica, e pomposa entrada, depois de assistir algum tempo na Corte, partio com elle ElRey D. Pedro para a Provincia da Beira, por onde se havia de introduzir em Castella.

150 Poz-se ElRey Filippe V. em campanha contra Portugal; porém o nosso exercito, de que era General o Marquez das Minas, fez render varias Praças de Castella, como foraõ Valença, Coria, Albuquerque, Alcantara, Placencia, e Ciudad Rodrigo, e sujeitando-as à obediencia delRey, penetrou até Madrid, onde fez acclamar Rey de Hespanha a Carlos III. em 2 de Julho de 1706.[733]

151 Havia-se ElRey D. Pedro restituido a Portugal em 17 de Novembro de 1704, e depois de ouvir com grande alvoroço, e celebrar com plausivel contentamento a feliz acclamaçaõ delRey Carlos III. passados cinco mezes, achando-se na quinta de Alcantara, o accommetteo hum pleuriz legitimo com perigo manifesto da vida; e no dia 9 de Dezembro de 1706, tendo recebido com grande edificaçaõ o Santissimo Viatico, e o Sacramento da Extrema-Unçaõ, deu a alma a Deos pela huma hora depois do meyo dia, deixando por suas singulares virtudes eterna saudade a seus vassallos. Viveo cincoenta e oito annos, sete mezes, e treze dias: reinou como Principe Regente mais de quinze annos, e como Rey mais de vinte e tres. Jaz sepultado no Convento de S. Vicente de Fóra.

D. Joaõ V. vigesimo quarto Rey.

152 Por falecimento do Senhor Rey D. Pedro II. de saudosa memoria lhe succedeo no Throno seu filho ElRey D. Joaõ V. tendo dezasete annos de idade, contados desde 22 de Outubro de 1689, em que nasceo na Cidade de Lisboa. Foy acclamado no primeiro de Janeiro de 1707, felicitando-lhe com repetidos obsequios a exaltaçaõ à Coroa naõ só os seus vassallos, mas todos os Principes da Europa.

153 Começando logo a dirigir suas acções pelo caminho, e maximas da herocidade, ratificou a grande alliança, que ElRey seu pay celebrara contra Hespanha; mas esta liga fez experimentar ao nosso exercito em 25 de Março de 1707 a mesma fortuna das Tropas alliadas: porque depois de termos vencido valerosamente a batalha de Almança na fronteira do Reino de Valença, melhorou o inimigo com tanta vantagem os seus esquadrões, que o Duque de Baruvic nos prizionou treze Regimentos à custa de hum grande destroço da sua gente.[734]

154 No seguinte anno de 1708, elegendo S. Magestade para esposa a Serenissima Archiduqueza Dona Maria Anna de Austria, filha do Imperador Leopoldo I. nomeou ao Conde de Villar-Mayor por Embaixador extraordinario à Corte de Viena para esta negociaçaõ; e conduzida a Serenissima Rainha pelo mesmo Conde, chegou à barra de Lisboa em 26 de Outubro do mesmo anno, e a 22 de Dezembro fez sua entrada publica por entre dezanove arcos triunfaes custosamente ornados, e hum innumeravel concurso de gente, que com as repetidas demonstrações de alegria faziaõ aquella funçaõ mais plausivel, e vistosa.

155 A guerra com Castella hia continuando, em que os nossos Generaes davaõ evidentes provas do seu valor, e sciencia em varios choques, cercos, e outros movimentos bellicos, recuperando algumas Praças, que o inimigo nos havia usurpado, quando tudo se suspendeo pelo Tratado da paz, que entre as tres Coroas de França, Hespanha, e Portugal se celebrou na Cidade de Utreck em o anno de 1713, e se publicou em Lisboa a 6 de Abril de 1715.

156 Estabelecida assim a paz no Reino, fez a vigilancia de Monarca taõ augusto, que nas terras do seu dominio prosperamente florecessem, e se gozassem os frutos da mesma paz por meyo de utilissimas leys, extincçaõ de abusos, perfeição de costumes, e outras muitas disposições produzidas da sua perspicaz advertencia, e Regios pensamentos. O zelo da Religiaõ, o amor das letras, a observancia da justiça, o cuidado, e cultura da sua Monarquia foy todo o seu desvelo. . 157 Do zelo, culto, e respeito da Religiaõ sobejaõ provas, e testimunhos; pois bastando o incansavel excesso, com que se empregou o seu generoso, e pio animo, à maneira de outro Salomaõ, nas sumptuosas fabricas de Templos divinos, fazendo contribuir para elles os mais preciosos marmores nobremente pulidos, parecendo-lhe ainda pouca toda a profusaõ do dispendio, excedeo a todo este cuidado o incessante desejo, e a incansavel ancia de engrandecer, e augmentar cada vez mais o obsequio, e respeito da mesma Religiaõ, e a formalidade magestosa de seus ritos, e cultos.

158 Este projecto naõ só Christianissimo, mas Regio, o elevou à generosa obra da erecçaõ da Santa Igreja Patriarcal, onde vemos entre a pomposa grandeza, e reverente devoçaõ celebraremse os Officios divinos, e todas as funções Ecclesiasticas perfeitissimamente, ornando este excellentissimo Collegio Patriarcal de pessoas mais esclarecidas em sangue, e letras, a que conferio muitas preeminencias, e honras, e a que ajuntou grandes rendas, conforme a jerarquia das suas Dignidades. E para que a grandeza, e jurisdiçaõ desta Santa igreja fosse mais ampla, fez supprimir o Arcebispado de Lisboa Oriental pela Bulla do Santissimo Papa Benedicto XIV. intimada no primeiro de Setembro de 1741, ficando desde entaõ havendo hum só Cabido Patriarcal em todo o territorio, e Diocese de Lisboa, que até este tempo estava dividida em dous Arcebispados, erigindo tambem nos Paços dos antigos Arcebispos de Lisboa hum Seminario para se educarem os estudantes, que houverem de servir na Santa Igreja Patriarcal.

159 Incitado do mesmo zelo da Religiaõ, e a rogos do Summo Pontifice Clemente XI. mandou o nosso magnanimo Rey duas vezes soccorrer Italia contra o formidavel poder Othomano, devendo-se à esquadra Portugueza, que se compunha de seis náos de guerra, dous burlotes, e huma tartana, a gloria de embaraçar ella só a terrivel força de vinte e duas sultanas, e outras tantas náos de Barbaria, com que o Graõ Baxá vinha sobre Corfú, e Veneza, fazendo o terror das nossas armas retirallo injuriosamente para a Moréa com a perda de cinco mil Turcos; e deixando desassombrados, e seguros os portos naõ só daquella Republica, mas de toda Italia em Agosto de 1717, ficou nosso Monarca na vitoria deste conflicto naval constituido arbitro dos que o tem sido do mundo.[735]

160 O amor das letras se vê na util erecçaõ da Academia da Historia, que teve o seu principio em 8 de Dezembro de 1720, compondo-a dos homens mais eruditos do Reino, e a cujas Conferencias permittio a honra da sua Real presença repetidas vezes. Para a celebre Academia dos Arcades, que ha em Roma, comprou novo domicilio, para se fazerem as suas assembleas com melhor commodidade. Em todas as Provincias do Reino ordenou que houvessem Academias militares, para que florecesse a sciencia Mathematica; e para a da Jurisprudencia erigio tambem na Universidade de Evora tres Cadeiras do Direito Civil, e duas do Canonico, excedendo para prova deste affecto naõ só o amparo, que os eruditos achavaõ na sua benignidade, nem a grande collecçaõ de livros selectos, com que formou huma das mayores Bibliothecas da Europa, mas a vasta comprehensaõ das mesmas sciencias, e a continua liçaõ dos mesmos livros.

161 Naõ he possivel caber na curta esfera deste Mappa a expressaõ de acções taõ grandes, que obrou ElRey D. João V.: os maravilhosos edificios de Templos, Palacios, e casas de campo; a utilissima, e sumptuosa construcçaõ do aqueducto de Lisboa; o desafogo das suas ruas; a melhor commodidade da navegaçaõ do Tejo; a introducçaõ de novas fabricas; o augmento dos arsenaes; e sobre tudo o da propagaçaõ da Fé em todas as suas Conquistas, com a recta observancia da justiça, saõ acções taõ notaveis, e tantas, que justamente poderá questionar a posteridade, se foraõ obradas por hum só Heroe, ou por muitos: mas que muito se no augusto, e magnanimo peito deste Monarca residiaõ juntos elevadamente os espiritosos brios de todos os Monarcas Lusitanos, e de fórma o animavaõ, que o faziaõ exceder a todos;[736] ajuntando-se a todos estes dotes a magestosa presença, e bem proporcionada estatura de seu galhardo corpo, que, ainda disfarçado, mal podia encubrir o respeito de Soberano.

162 Com toda esta felicidade padeceo todavia ElRey a 10 de Mayo de 1742 hum fortissimo ataque de paralysia, que lhe debilitou a parte esquerda do corpo; mas com os banhos das Caldas, chamadas da Rainha, para onde foy em 9 de Julho do dito anno, e com a applicaçaõ de outros remedios adquirio alguma melhoria, mas naõ aquella total saude, que os seus vassallos desejavaõ. Assim foy continuando com grande constancia de animo o prolongado tormento da sua queixa, que sem embargo de lhe embaraçar os passos para andar, naõ lhos pode impedir ao progresso da sua devoçaõ, e piedade.

163 Com esta assistia de continuo na tribuna da Santa Igreja Patriarcal, adorando, e deprecando a Deos nos muitos sacrificios de Missas que ouvia, e Officios que rezava. A elle devem as Almas detidas no Purgatorio o grande suffragio, que por indulto Apostolico obteve da Santidade de Benedicto XIV. expedido em Roma aos 21 de Agosto de 1748, para que no dia da Commemoraçaõ dos Fieis defuntos podessem todos os Sacerdotes dos seus dominios celebrar tres Missas. Este grande animo, e fervor de espirito, com que favorecia as Almas, foy nelle sempre inseparavel, dispendendo caritativo no frequente beneficio dos seus suffragios grosso, e innumeravel cabedal. Destas acções taõ pias, e magnanimas persuadido o Pontifice Benedicto XIV. lhe concedeo a 23 de Dezembro do mesmo anno de 1748 para si, e seus successores o titulo de Fidelissimo.

164 Chegando finalmente o prazo ultimo de seus dias, os terminou em Lisboa aos 31 de Julho de 1750, e foy viver na Bemaventurança em premio das virtudes que exercitou; tendo-se primeiramente disposto, e preparado como Catholico com todos os Sacramentos da Igreja. Jaz seu corpo no Templo de S. Vicente de Fóra.

165 A inclyta Naçaõ Portugueza deu ao publico em Roma numa demonstraçaõ do seu reverente obsequio à saudosa memoria de taõ grande Monarca: celebrou na Real Igreja de Santo Antonio as solemnes exequias com aquella magnificencia, e esplendor, que eraõ devidas às excelsas prerogativas de hum Principe taõ benemerito da Sé Apostolica: para isto fez erigir hum sumptuoso Mausoleo com engenhoso artificio pela idéa do Architecto Portuguez Manoel Rodrigues dos Santos, ornado de primorosas figuras, medalhas, e epigrafes; concluindo-se todo o apparato lugubre com a seguinte inscripçaõ:

JOANNI V.

Lusitaniæ Regi Fidelissimo,
Pio, Victori, Pacifico.
Christianæ rei ubicumque terrarum Orbi, & Gentium
Propagatori.
Bonarum artium, omniumque Disciplinarum
Parenti vindici, Mæcenati munificentissimo.
Qui
Feralibus bellorum dissidiis, aut consilio restinctis,
Aut virtute sublatis,
Pacis artes, publica Sacerdotia,
Ecclesiæ majestatem, dignitatemque
Post Constantini Magni memoriam,
Quam qui maxime ornavit, auxit, amplificavit.
Principi Optimo
Deque omnium Nationum ordinibus benemerentissimo
Lusitani D. N. M. Q. Ejus.

D. Joseph I. vigesimo quinto Rey.

166 He o Fidelissimo Senhor D. Joseph Monarca presentemente reinante, augusto successor de seu grande Pay D. Joaõ V. Foy acclamado Rey na Cidade de Lisboa em huma segunda feira de tarde aos 7 de Setembro de 1750 com festivos applausos de seus vassallos. Para esta ceremonia chea de grande alegria, se levantou huma varanda magnifica no terreiro do Paço junto a Palacio, a qual começando da sala dos Tedescos, por onde tinha a entrada, rematava no torreaõ do Forte com quarenta palmos de largo, e trezentos e setenta de comprido, sustida em dezaseis altas columnas ligadas com huma balaustrada que fazia face ao mesmo terreiro, e revestido tudo com o mais precioso ornato, que soube idear o bom gosto.

167 Tanto que subio ao Throno, e empunhou o Cetro, fez ver que existia vivamente naõ só na magestade da Pessoa, e clemencia do genio, mas na generosidade das acções, reproduzido o coraçaõ magnanimo de seu memoravel Pay. Este bom conceito annunciaraõ seus vassallos desde o dia 6 de Junho de 1714, em que este Monarca vio a primeira luz do mundo, onde havia ser o primeiro brilhante Astro da esfera Lusitana. Para segurar a successaõ Regia casou em 19 de Janeiro de 1729 com a Serenissima Princeza das Asturias D. Maria Anna Victoria, filha delRey Catholico Filippe V., e da Rainha D. Isabel Farnese sua segunda mulher.

168 Logo nos primeiros passos do seu Reinado mostrou o grande zelo de conservar os seus povos em paz, justiça, e prosperidade: e como estes atributos naõ se podem estabelecer sem o recto manejo de bons Ministros, cuidou em os eleger competentes, e de alta comprehensaõ aos interesses politicos, e economicos do Estado. Com esta providencia se dispozeraõ as negociações da Marinha, do Commercio, e de todos os Tribunaes naquelle melhorado regimen, que o Reino experimenta; ajudando ao bom exito de tudo as justissimas Leys, que em utilidade do bem publico tem promulgado.

169 Para augmentar o Commercio, e Navegaçaõ, de que resultaõ opulencias mayores que as da natureza, ordenou que os despachos fossem promptos, evitando demoras na expediçaõ dos Tribunaes. Exaltou, e renovou o exercicio das bellas letras com a reforma de melhores Methodos; dispondo que fossem educados seus vassallos principalmente os Nobres; fundando para este effeito Collegio onde se aprendaõ todas as uteis, e estimaveis profissões das Artes, abolindo por Decreto de 29 de Julho de 1759 o magisterio aos Jesuitas, e a liçaõ da Arte do Padre Manoel Alvares.

170 Nos extraordinarios accidentes do terremoto, e incendio, que fatalmente destruiraõ Lisboa no anno de 1755, se vio a grandeza do coraçaõ deste augusto Monarca; porque conservando-se inalteravel em hum caso taõ repentino, e horrendo, em que vacilaraõ os mayores talentos, elle se applicou pio, e providente a soccorrer, e acautelar a consternaçaõ, do afflicto Povo: e como se fora pequeno este empenho, intentou d’entre as cinzas de Lisboa abrazada reproduzir outra de novo com mayores vantagens, excedendo nas circustancias a grandeza de Trajano.[737]

171 Com igual constancia de animo tolerou aquelle barbaro desacato, com que a aleivosia, rompendo as obrigações da fidelidade Portugueza, se atreveo a insultar a sua veneravel Pessoa em a noite de 3 de Setembro de 1758. Mas a Providencia de Deos, salvando-lhe com prodigio a vida, fez que naõ ficassem sem castigo os perfidos delinquentes, fazendo-os justiçar a 13 de Janeiro do seguinte anno em o Caes de Belém; porque o Principe, que dissimula a malicia, reina só no nome; o que a castiga, reina no nome, e no officio.

172 Ainda naõ havia bem descançado de punir traições, e acautelarse de insultos, quando os Reys Catholico, e Christianissimo com o Pacto de Familia, que entre si estipularaõ, querendo por força que nos declarassemos contra Inglaterra, invadiraõ, e atacaraõ com cavilozos pretextos algumas das nossas Praças Trasmontanas; commetendo o Marquez de Sarria, e outros Generaes Castelhanos muitas hostilidades desde 8, 15, e 21 de Mayo de 1762, em que se introduziraõ em Miranda, Bragança e Chaves, e em cujas acções tem perturbado a paz publica, e fé dos Tratados estabelecidos com a antiga solemnidade.

173 Porém como da nossa parte milita a justiça, e a razaõ, espera ElRey Fidelissimo triunfar do poder, e industria de seus inimigos. Para este bom exito mandou fazer promptas as suas Tropas, cujo total mando, e manejo entregou plenamente ao Conde Soberano de Lippa Guilherme de Schaumburg, Cavalleiro da Real Ordem Prussiana da Aguia Negra, Pessoa que ElRey da Grã Bretanha, como nosso Alliado, elegeo, por ser de huma distincta reputaçaõ, e de conhecido valor, e fama nas guerras da Europa. Sua Magestade Fidelissima o nomeou Marechal General dos seus Exercitos, e Director geral de todas as suas Tropas por Decreto de 3 de Julho de 1762.

174 Toda esta boa razaõ, e justiça, em que se estriba a nossa defensa, fez persuadir tambem ao Principe Carlos Luiz Federico Duque de Meckelburgo, Streliz, Principe de Vandalia, a que passasse dos exercitos Britanicos onde era Marechal de Campo, para as Tropas delRey Fidelissimo, o qual logo o nomeou Coronel General de hum Regimento de Cavallaria, a que deu titulo de Meckelburgo. Naõ só prometem estas antecedencias felicidades às Armas Portuguezas, mas animo. Será cada coraçaõ Portuguez hum escudo à vida, e gloria de nosso Augusto Monarca, o qual em militares campanhas amedrentará com o ecco do seu valor dilatados climas do Universo.

N.Nome. Cognome.Patria.Nasc.Coroaç. Ann. que reinou. Ann. que viveo.Anno da morte. Lugar da morte. Lugar da sepultura
1D. Affonso I. Conquistador.Guimarães. 1109 1128 57 76 1185Coimbra. Santa Cruz de Coimbra.
2D. Sancho I. Povoador. Coimbra 1154 1185 26 57 1211Coimbra. Santa Cruz de Coimbra.
3D. Affonso II. Gordo. Coimbra. 1185 1211 12 38 1223Coimbra. Alcobaça.
4D. Sancho II. Capello. Coimbra. 1202 1223 25 46 1248Toledo. Sé de Toledo.
5D. Affonso III.Bolonhez. Coimbra. 1210 1246 32 69 1279Lisboa. Alcobaça.
6D. Diniz Lavrador. Lisboa. 1261 1279 46 63 1325Santarem. Odivelas.
7D. Affonso IV. Bravo. Coimbra. 1291 1325 32 66 1357Lisboa. Sé de Lisboa.
8D. Pedro I. Justiceiro. Coimbra. 1320 1357 9 46 1367Estremoz. Alcobaça.
9D. Fernando. Formoso. Coimbra. 1345 1367 16 38 1383Lisboa. Santarem.
10D. Joaõ I. Boa memoria.Lisboa. 1357 1385 48 76 1433Lisboa. Batalha.
11D. Duarte. Eloquente. Viseu. 1391 1433 5 46 1438Thomar. Batalha.
12D. Affonso V. Africano. Cintra. 1432 1438 43 49 1481Cintra. Batalha.
13D. Joaõ II. Perfeito. Lisboa. 1455 1481 14 40 1495Alvor. Batalha.
14D. Manoel. Venturoso Alcochete. 1469 1495 26 52 1521Lisboa. Belém.
15D. Joaõ III. Piedoso. Lisboa. 1502 1521 35 55 1557Lisboa. Belém.
16D. Sebastiaõ. Desejado. Lisboa. 1554 1557 21 24 1578Africa. Belém.
17D. Henrique. Casto. Almeirim. 1512 1578 1 68 1580Almeirim. Belém.
18D. Filippe II. Prudente. Valhadolid.1527 1581 18 71 1598Escurial. Escurial.
19D. Filippe III.Pio. Madrid. 1578 1598 23 43 1621Madrid. Escurial.
20D. Filippe IV. Grande. Valhadolid.1605 1621 19 60 1665Madrid. Escurial.
21D. Joaõ IV. Restaurador.Villa Viços. 1604 1640 15 51 1656Lisboa. S. Vicente de Fóra
22D. Affonso VI. Vitorioso. Lisboa. 1643 1656 11 40 1683 Cintra. Belém.
23D. Pedro II. Pacifico. Lisboa. 1648 1667 39 58 1706Alcantara.S. Vicente de Fóra.
24D. Joaõ V. Fidelissimo.Lisboa. 1689 1706 44 60 1750 Lisboa. S. Vicente de Fóra.
25D. Joseph I. Fidelissimo.Lisboa. 1714 1750

NOTAS DE RODAPÉ:

[559] Rib. de Maced. na Geneal. do Conde D. Henr.

[560] Sousa. Histor. Genealog. da Casa Real Port. tom. 1. pag. 31.

[561] Brand na Monarq. liv. 11. cap. 38.

[562] Apud Maced. allegad. e Far. no tom. 2. da Europ. Port. part. 1. cap. 2.

[563] Exempl. Flor. Alteram filiam, sed non ex conjugali thoro natam Ainrico.. dedit.

[564] Far. Com. de Cam. Cant 3. est 25.

[565] Baron. tom. 11. ad an. 1080 Constat enim à Rege Catholico Alphonso... uxorem diversam à consanguinea defunctæ conjugis accepisse.

[566] Monarq. Lusit. liv. 8. cap. 13. fin. Ribeir. de Maced. allegad

[567] Barbos. Catal. das Rainhas de Port. pag. 7. Vide etiam Sous. na Hist. Genealog. tom. 1. pag. 33. Berganç. Antiguid. de Hesp. part. 1. liv. 5. n. 451.

[568] Barbos. ut supr. p. 37.

[569] Sousa ut supr. p. 32.

[570] Monarq. Lusit. liv. 8. cap. 10.

[571] Marian. Histor. de Hesp. tom. 1. liv. 13. cap. 20. Garibay tom. 2. liv. 13. cap. 11. Ortiz, Anales de Sevilla liv. 2. p. 205. Garma Theatr. univers. de Hesp. tom. 3. pag. 288.

[572] Barbos. Catalog. das Rainh. pag. 38.

[573] Brochado na conta de 13 de Mayo de 1723 das Mem. Academ. Veja-se tambem a Monarq. Lusitan. liv. 8. cap. 9.

[574] Monarq. Lusit. liv. 8. cap 22.

[575] Far. no Com. de Cam. Cant. 3. est. 27.

[576] Barbos. Catalog. das Rainh. p. 79. & seqq.

[577] Estaço nas Antig. de Port. cap. 12. n 7.

[578] Monarq Lusit. liv. 9. cap. 8. Mariz Dialog. 2. cap 3. Duart. Nun. Chronic. do Conde D Henriq. Telles Chronic. da Comp. part. 1. liv. 1. cap. 16. n 4. Far. na Europ. tom. 2. part 1. cap. 3. n 4. Maced. Excel de Port. cap. 21. excel. unic. n 9. Vasconc. Anac. Maced. Propugn. Lusitan. Galic. confut. 20. §. 1. Clede Hist. de Port. tom. 2. p. 67.

[579] Monarq. Lusit. liv. 9. cap. 14.

[580] Brand. Monarq. Lusit. liv. 9. cap. 16.

[581] Brit. na Chronic. de Cister part 1. liv. 3. cap. 4. Cam. Lusiad. cant. 3. est. 35. Benedict. Lusit. tom. 2. p. 275. Monarq. Lusit. liv. 9. cap 19. Toscan. Paral. devar. illustr. cap. 26. Maced. Flor. de Hesp. cap. 12. excel. 2.

[582] Resend. lib. 4. Antiq. Tantas congregavit copias, ut millia quadringenta exercitus superaret.

[583] Horat. Tursellin. Epitom. Histor. liv. 8. ad ann. 1140. Itaque victoriis ingens ab Alphonso Rege Castellæ, Rex Lusitaniæ appellatur.

[584] Conserva-se na Torre do Tombo tit. 1. p. 1. dos Breves.

[585] Monarq Lusit. liv. 10. cap. 5. Sousa Histor. Geneal. tom 1. das Prov. n. 3.

[586] Cam. Lusiad. cant. 3. est. 45 e seg. e seu Commentador Manoel de Far. Brit. Chron. de Cist. liv. 3. c. 2. Monarq. Lusit. liv. 10. cap. 5. Paes Viegas nos Princ. de Port. liv. 4. Resend. liv. 4 de Antiq. Dam. de Goes in Descript. Olisip. Man. da Cost. celebre Jurista, na Oraçaõ funeb. delRey D. Joaõ III. em 25 de Junho de 1557, e impressa em Coimbr. ann. 1558. Osor. de reb. Emm. l. 8. & de Nobil l. 3. Vasconc. Anacephal. n. 5. Freit. de just. Imp. Lusit. cap. 18. n. 16. Duart. Galv. na Chronic. deste Rey cap. 15. e outros, que allega o Doutor Joseph Pinto Pereira no Appar. Histor de argum. sanctit. Reg. Alphons. Henr. arg. 1. Os Authores Estrangeiros saõ os seguintes: Thom. Boss. de Sign. Eccles. tom. 2. l. 7. c. 7. Beyerlinck verb. Apparitio. Delr. Disquis. magic. lib. 2 quæst 26. sect. 5. Thyræus de Christi apparition. impersona lib. cap. 3. Rosignol de actib. virtut. lib.1. cap. 16. Bagat. de admir. orb. Christian tom. 2. lib 5. cap. 1. n. 45. Petra sancta in Tesseris gentilic. Jarric. Thesaur. rer. indic. p. 2. cap 3. Birag. Histor del Port. part. 13. Tracagnot. Histor. Ital. Morel. Reduccion de Port. part. 1. n. 10. e outros, que allega D. Anton. Caetano de Sousa no tom. 4. do Agiolog. Lusit. a 25 de Julho.

[587] Marian. liv. 10. cap. 17. tom. 1. Histor. de Hespanh.

[588] Brit. Chron. de Cister l. 3. cap. 4. e 5. Manriq. Annal. Cisterc. ann. 1142. cap. 4. Brand. Monarq. liv. 11. cap. 4. liv. 16. cap. ult. e liv. 19. cap. ultim. Maced. de Div. tutelar. p. 240. Maced. Philipp. Portug. cap. 19. Velasc. Justa Acclam. part. 1. §. 4. n. 24. Baron. ad ann. 1144. in Lucio II. Aguirre tom. 3. Concil. ad ann. 1144. n. 92.

[589] Mariz. Dialog. 2. cap. 7. Garibay liv. 34. cap. 14. Mend. da Silv. Catal. Real §. 59. Mendoça in Viridar. lib. 6. or. 3. num. 67. Vieg. in Apocalyps. cap. 21. sect. 5. num. 6.

[590] Brit. Chron. de Cister liv. 3. cap. 21.

[591] Monarq. Lusit. liv. 11. cap. 13.

[592] Idem ibid. cap. 27.

[593] Monarq. Lusit. liv. 11. cap. 27.

[594] Brand. ibid. l. 12. c. 1.

[595] Sousa Histor. Genealog. tom. 1. pag. 80.

[596] Monarq. liv. 12. cap. 1. e 11.

[597] Ibid.

[598] Idem ibid cap. 3.

[599] Monarq. Lusit. liv. 12. c. 7. e no fim do Prologo da quarta parte.

[600] Idem cap. 13.

[601] Clede tom. 2. pag. mihi 165.

[602] Monarq. Lusit. liv. 12. cap. 31.

[603] Ibid. cap. 35. Sousa Histor. Genealog. tom. 1. das Prov. n. 10. Cled. tom. 1. p. 166.

[604] Barbos. Catal. das Rainh. de Port. p. 143.

[605] Brand. na Monarq. Lusit. liv. 12. cap. 27.

[606] Cled. tom. 2. Histoir. de Port. p. 174.

[607] Far. na Europ. Port. tom. 2. part. 1. cap. 7. n. 7.

[608] Brand. Monarq. liv. 13. cap. 10. e liv. 14. cap. 8.

[609] Bzovius tom. 13. Annal. ad ann. 1225. apud Barbos. Catalog. das Rainh. p. 160.

[610] Sá de Mirand. cart. 5. est. 11.

[611] Monarq. Lusit. liv. 14 cap. 25.

[612] Monarq. Lusit. liv. 14. cap. 29.

[613] Monarq. Lusit. liv. 15. cap. 5.

[614] Ibid. cap. 12.

[615] Ibid. cap. 13.

[616] Cunh. Catalog. dos Bisp. do Port. part. 2. c. 12. Monarq. Lusit. liv. 16. cap. 10.

[617] Barbud. Emprezas Militar. p. 12. e outros.

[618] Barbos. Catalog. das Rainh. pag. 61. e seqq. Brand. na 4. part. da Monarq. Lusit. e liv. 16. cap 41. Lim. Geograf. Histor. tom. 2. p. 288. & seq. Far. Epitom. part. 4. cap. 8.

[619] Far. na Europ. Port. tom. 2. part. 2. c. 1. n. 22.

[620] Cam. cant. 3. est. 94.

[621] Esperanç. Histor. Serafic. part. 1. liv. 5. cap. 11. Monarq. Lusit. liv. 15. cap. 47.

[622] Monarq. Lusit. liv. 16. cap. 1. 2. e 3.

[623] Ibid. cap. 4.

[624] Monarq. Lusitan. liv. 16. cap. 34.

[625] Far. Europ. Port. tom. 2. part. 2. cap. 2. n. 7. Monarq Lusit. liv. 16. cap. 50.

[626] Monarq. Lusit. liv. 16. cap. 72. ep. 320. Sous. tom. 1. das Provas da Histor. Geneal. p. 74.

[627] Monarq. Lusit. liv. 17. cap. 7.

[628] Far. Europ. tom. 2. p. 2. cap. 2. n. 20. Monarq. liv. 18. cap. 2. Barbud. Emprez. Milit. pag. 17. vers.

[629] Leit. Ferr. Notic. Chronol. da Universid. de Coimbr. num 310.

[630] Ibid. num. 312.

[631] Monarq. Lusit. tom. 7. Liv. 3. cap. 3. num. 1.

[632] Ruy de Pin. Chron. cap 5.

[633] Sousa Histor. Genealog. tom. 1. p. 306.

[634] Leit. Ferr. Notic. Chron. n. 321. e 333.

[635] Monarq. Lusit. part. 7. liv. 10. cap. 22. e 23.

[636] Leit. Ferr. Notic. Chronol. da Universid. de Coimbr. num. 404.

[637] Nunes de Leaõ Chronic. delRey D. Pedro fol. 179.

[638] Sá Elegia à morte do Principe D. Joaõ pag. mihi 277. Vide Barbud. nas Emprez. Milit. pag. 23.

[639] Ferrei. Notic. Chronolog. de Coimbr. n. 495 & seqq.

[640] Fern. Lop. Chron. cap. 2.

[641] Cam. Lusiad. cant. 3. est. 138.

[642] Monarq. Lusit. tom. 8. liv. 22. cap. 6.

[643] Nunes de Leaõ na Chronic. deste Rey.

[644] Monarq. Lusit. tom. 8. liv. 22. cap. 21.

[645] Cam. cant. 3. est. 138.

[646] Monarq. Lusitan. tom. 8. liv. 22. cap. 24. Barbud. Emprez. Militar. pag. 32.

[647] Far. no Comm. da est. 138. do cant. 3. de Cam.

[648] Monarq. Lusitan. part. 8. liv. 22. cap. 26.

[649] Notic. Chronol. da Univ. de Coimbr. n. 438.

[650] Monarq. Lusitan. part. 8. p. 211.

[651] Idem ibid. liv. 22. cap. 47.

[652] Idem ibid. liv. 23. cap. 4. Pufendorf, Introduct. a la Histoire tom. 1. cap. 3. p. 128.

[653] Fern. Lopes Chronic. deste Rey cap. 14. Monarq. Lusit. part. 8. p. 460. Silv Memor. delRey D. João I. tom. 1. p. 116. Quanto ao dia, mez, e anno natalicio delRey D. Joaõ I. ha muita variedade entre os Chronistas: ninguem investigou melhor este ponto que o Academico Francisco Leitaõ Ferreira nas eruditas Noticias Chronologicas da Universidade de Coimbra desde o num. 623. para diante, a qual assenta, seguindo a Fernaõ Lopes, que o Mestre de Aviz nascera aos 15 de Abril de 1358; porém nós seguimos a opiniaõ commummente recebida, e approvada pelo Academico Joseph Soares da Silva tom. 1. p. 64. das Memorias deste Rey.

[654] Fr. Man. dos Sant. na 8. part. da Monarq. Lusit. liv. 23. cap. 19.

[655] Notic. Chronol. da Univ. n. 534.

[656] Soar. da Silv. nas Memor. delRey D. Joaõ I. liv. 1. c. 42. n. 281.

[657] Lim. Geograf. Histor. tom. 1.

[658] Monarq. Lusit. part. 8. liv. 23. cap. 29.

[659] Fern. Lop. Chron. delRey D. Joaõ I. part. 2. cap. 37. pag. 91. Monarq. Lusit. part 8. liv. 23. c. 40. Clede, Histoir. de Portug. tom. 3. liv. 10. Pufendorf, Introduct. a la Histoir. tom. 1. cap 3. Teixeir. Vida de D. Nun. Alvar. Pereir. liv. 3. n. 173. p. 359. Conde da Ericeira Vida delRey D. Joaõ I. liv. 2. p. 200. e liv. 3. p. 230. Sá Memor. Historic. do Carmo part. 1. pag 82.

[660] Soares da Silv. Memor. delRey D. Joaõ I. pag. 1505. Leit. Ferr. Notic. Chronol. n. 733.

[661] Sous. tom. 1. das Prov. da Histor. Genealog. num. 5.

[662] Sous. Histor. Geneal. tom. 2. pag. 23. Far. Europ. Portug. tom. 2. part. 3. cap. 1. Mariz Dialog. 4. Silv. Memor. delRey D Joaõ I. tom. 4. document. 19. p. 140. Argot. Memor. de Brag. tom. 3. p. 36.

[663] Soar. da Silv. allegado p. 267.

[664] Sous. allegad. tom. 2. p. 24.

[665] Soar. da Silv. Mem. delRey D. Joaõ I. liv. 2. cap. 104. e 105.

[666] Anno Histor. tom. 2. 14. de Agost. Teixeir. Vida do Condestav. p. 589.

[667] Soar. da Silv. Memor. delRey D Joaõ I. tom. 1. cap. 53. p. 270.

[668] Sousa na Histor. de S. Doming part. 2. fol. 330.

[669] D. Anton. Caetan. de Sousa no tom. 1. das Prov. p. 529.

[670] Fern. Lop. Chronic. delRey D. Joaõ I. part. 2. pag. 323. col. 1.

[671] Clede Histoir. de Portug. tom. 3. p. 203.

[672] Far. tom. 2. da Europ. part. 3. cap. 2. n. 7. Cled. Histoir. de Portug. tom. 3. p. 205.

[673] Idem ibid. p. 233.

[674] Duart. Nun. de Leaõ cap. 18. Soar. da Silv. Memor. delRey D. Joaõ I. pag. 494.

[675] Cled. Histor. de Portug. tom. 3. p. 233.

[676] Notic. Chronolog da Univers. de Coimbr. n. 750.

[677] Far. na Europ. Portug. tom. 2. part. 3. cap. 3. n. 14. & seqq.

[678] Sous. tom. 1. das Prov. da Histor. Genealog. n. 17.

[679] Ruy de Pin. Chronic. delRey D. Affonso V. cap. 21. e 22.

[680] Cam. cant. 4. est. 57.

[681] Garc. de Resend. Chron. delRey D. Joaõ II. cap. 16. e 17. Duart. Nun. Chron. delRey D. Affonso V. cap. 62.

[682] Faria no Comm. de Cam. cant. 4. est. 57.

[683] Idem no Epitom. part. 3. cap. 13. n. 24. Pint. Ribeir. no Trat. da Prefer. das letr. às armas.

[684] Garibay Damiaõ de Goes, Barbuda, Ferreras, e outros apud Leit. Ferreir. Notic. Chron. da Universid. de Coimbr. n. 861.

[685] Garc. de Resende na Vida deste Rey cap. 5.

[686] Zerit. Anal. liv. 20. cap. 44. Sousa Histor. Geneal. tom. 5. liv. 6. cap. 7. p. 455.

[687] Telles da Silv. de reb. gest. Joann. II. pag. 92. Sed in universum æstimanti sanè fuit meliori facto dignus.

[688] Garcia de Resend. na vida deste Rey cap. 50., 76., e 146. Far. Europ. Portug. tom. 2. part. 3. cap. 4. n. 98.

[689] Resende cap. 167.

[690] Resende cap. 109 Sá de Mirand. cart. 2. est. 39. Telles da Silv. de reb. gest. Joann II. pag. 33.

[691] Garcia de Resende cap. 211. e 213. Dam. de Goes Chronic. delRey D. Manoel p. 1 cap. 1. Fonseca na Evora gloriosa p. 97.

[692] Cam. nas Lusiad. cant. 4. est. 66.

[693] Leit. Ferr. Notic. Chronolog. num. 905. & seqq.

[694] Goes Chronic. delRey D.Manoel part. 1. cap. 9.

[695] Idem ibid. cap. 17. Faria tom. 2. da Europ. Port. part. 4. cap. 1. n. 10. Sous. Histor. Genealog. tom. 3. p. 185.

[696] Goes Chronic. delRey D. Manoel part. 1. cap. 18. e 20.

[697] Pufendorf Introduct. à la Histoir. tom. 1. cap.3.

[698] Far. Europ. Port. tom. 2. part. 4. cap. 1. n. 23. Sous. Histor. Geneal. tom. 3. p. 226.

[699] Goes part. 4. cap. 85.

[700] Far. no cant. 1. das Lusiad. pag. 111.

[701] Descrevem esta Embaixada largamente Damiaõ de Goes na Chronica delRey D. Manoel part. 3. desde o cap. 55. Osor. de reb. Emman. Ann. Hist. a 12 de Fever.

[702] Leit. Ferr. Notic. Chronol.

[703] Goes na Chronic. delRey D.Manoel part. 1. cap. 62. Far. na Europ. Port. tom. 2 part. 4. cap. 2.

[704] Idem ibid. n. 3.

[705] Cabed. de Patron. cap.47. Cunha no Catal. dos Bisp. do Port. p. 451. Fr. Anton. da Purific. na 2. part. da Chron. liv. 7. tit. 1. §. 3. fol. 215. Faria na Vida de Camões, que vem no principio do Corrimento das Rimas.

[706] Leitaõ Ferr. Notic. Chronol. n. 1150.

[707] Bento Pereir. de Academ. n. 111. Maced. nas Flor. de Hespanh. cap. 8. excel. 7.

[708] Bossius de Sign. Eccles. tom. 1. liv. 5. cap. 3.

[709] Faria allegad. na Europ. Port. Sousa Histor. Genealog. tom. 3. p. 488.

[710] Faria na Europ. Port. tom. 3. part. 1. cap. 1. n. 8. Veja-se tambem o Anno Historico a 4 de Agosto.

[711] Far. Europ. Port. tom. 3. part. 1. cap. 1. n. 39. Sousa Histor. Genealog. tom. 3. p. 591. Lima Success. de Port. cap. 30. Anno Histor. a 23 de Junh.

[712] Clede tom. 5. pag 496.

[713] Sousa Histor. Genealog. tom. 3. pag. 594. Anno Histor. a 5 de Agosto num. 2.

[714] Damiaõ de Goes 3. part. da Chronic. delRey D. Manoel cap. 27. Barbos. nos Fast. da Lusit. a 31 de Janeiro §. 5.

[715] Far. Europ. Portug. tom. 3. part. 1. cap. 3 n. 20. Sousa Histor. Geneal. tom. 3. pag. 376. Torres de Lima nos Successos de Portug. part. 1. cap.33.

[716] Herrer. liv. 3. §. 52. diz que eraõ cem mil homens.

[717] Fr. Man. Hom. na Disposiçaõ das Arm. Castelhan. cap 3.

[718] Bonacin. tom. 2. Restitut. disp. 2. quæst. ult. sect. 1. punct. ultim. §. 2. Sá verb. Bellum n. 8. Suar. de Charit. disp. 13. de Bello sect. 6. n. 4. 5 & 6. Vasq. in l. 2. disp. 64. cap. 3. Molin. de Justit. tom. 1. tract. 2. disp. 103. n. 2. & 11. etc.

[719] Faria Europa Portug. tom. 3. part. 2. cap. 1. n. 15. Anno Historic. a 29 de Junho.

[720] Faria Europ. Port. Joaõ Pinto Ribeiro na Usurpaçaõ de Portug. Joaõ Bapt. Morelli na Restituiçaõ de Portug part. 1. Maced. Lusit. liberat. D. Francisco Man. Eco politic. O Author da Arte de furtar cap. 17. que supponho he Joaõ Pinto Ribeiro, e outros muitos.

[721] Velasco na Justa Acclamaç part. 2. punct. 1. §. 1. Joaõ Salgad. no Marte Port. certam. 2. art. 5. Portug. restaurad. liv. 1.

[722] D. Francisc. Man. Epanafor. 1. pag. 21. 42. 74. O Abbade de Vertot nas Revolutions de Portugal pag. mihi 81.

[723] O Padre Anton. dos Reys in Epist. ad Jamet. Nota 115. traz hum Catalogo dos Fidalgos confederados para a acclamaçaõ delRey D. Joaõ IV. e saõ mais dos quarenta, que refere o tomo 1. do Portug. Restaurad. pag.98. Sousa Histor. Genealog. tom. 7.

[724] Almeid. Restaur. prodigiosa part. 2. cap. 10.

[725] Hæc mutatio dexteræ Excelsi est. Psalm. 76. vers. 11.

[726] Morelli na Restituiç. de Portug. pag. 114.

[727] D. Franc. Manoel no Manifesto de Portug. Sousa Histor. Genealog. tom. 7. p. 162. Vieir. Histor. do futuro pag. 94. & seqq. Portug. Restaur. tom. 2. Evor. glor. p. 166. Ann. Histor. a 29 Agosto.

[728] Monarq. Lusit. part. 6. liv. 19. cap. 23.

[729] Sous. Hist. Geneal. tom. 7. p. 204.

[730] Catastrofe de Portug. pag. 77.

[731] Catastrofe de Port. pag. 225.

[732] Portug. Restaurad. part. 2. pag. 919.

[732a] Clede tom. 8. pag. 533.

[733] Sousa Histor. Genealog. tom. 7. pag. 639.

[734] Clede tom. 8. pag.535. Anno Histor. tom. 2.

[735] Franc. Botelho no Alfonso da impressaõ de Salamanc. de 1741. liv. 1. est. 6.

Roma, de quien fue throno el mundo intero,
Buscó tu auxilio en riesgo furibundo,
Y fuiste con tu armada, oh Real guerrero,
Arbitro de los arbitros del mundo.

[736]

...Lysiae reliquos nunc adspice Reges,
Ut collata videns illorum insignia gesta
Joannes gestis, quantum caput efferat omnes
Hic suber agnoseas.......

Padre Antonio dos Reys no Enthusiasmo Poetico prope finem.

[737] Magnum hoc tuum, non erga homines modo, sed erga tecta ipsa meritum, sistere ruinas, solitudinem pellere, ingentia opera, eodem quo extructa sunt animo, ab interitu vendicare. Plin. in Panegyr. Trajani.