Dum tener es, Murette,
avidis haec auribus
hauri,
Nec memori modo conde animo, sed exprime factis:
Mentiri noli, &c.
Nec memori modo conde animo, sed exprime factis:
Mentiri noli, &c.
[64] A natureza nos deu esta propriedade do coraçaõ maviozo e piedozo que se afflige do mal que ve sofrer ao seu semelhante, porque é parte delle: Juvenal, Satyre XV, V. 131.
................Molissima corda
Humano generi dare se naturu fatetur
Quae lacrymas dedit haec nostri pars optima sensus:
Plorare ergo jubet caussam dicentis amici,
Squallorem que rei................
Naturae imperio gemiamus, cum funus adultae
Virginis occurrit, vel terra clauditur infans.
Humano generi dare se naturu fatetur
Quae lacrymas dedit haec nostri pars optima sensus:
Plorare ergo jubet caussam dicentis amici,
Squallorem que rei................
Naturae imperio gemiamus, cum funus adultae
Virginis occurrit, vel terra clauditur infans.
Esta piedade e ternura do coraçaõ se mostra pelas lagrimas, que saõ taõ proprias ao homem: só elle chora, e he tudo o que pode fazer quando nace: Ja que naõ posso pintar este estado como Plinio, valerme-ei das suas palavras: «Hominem tantum nudum, & in nuda humo natali die abjicit ad vagitus statim & ploratum... Itaque feliciter natus jacet manibus, pedibusque devinctis, flens animal ceteris imperaturum». (Praef. lib. 7, Hist. Mundi). Mas este principio pela má educaçaõ ordinariamente fica sepultado em nós.
[65] Sei que se está compondo este compendio para satisfazer este intento, e estou persuadido que se executará com summa utilidade conforme o dezejo de cada bom patriota.
[66] Recopilacion de las Leyes destos Reynos, por Philipe Quinto. Madrid 1723, fol. I, tit. 7, Ley XXXIV.
[67] Hum ducado Castellano de onze réales eraõ naquelles tempos do valor de 650 reis, que multiplicados por 300 ducados, faziaõ 195.000 reis: e como o valor da prata augmentou do anno 1623 a quasi a metade, vem a ser estes 300 ducados nos nossos tempos quasi 400.000 reis. He defeito de se darem os salarios pelo valor numerario; seria mais estavel que fossem determinados por marcos de prata: essa he a cauza porque as cadeyras das Universidades valem hoje tão pouco. No tempo del Rey Dom João o Terceyro estava o marco a 2.600 reis, e hoje 60.000 reis: assim a cadeyra que tinha de renda então 200.000 reis, valeria hoje pouco mais ou menos 450.000 reis: e por essa razão seria mais justo quando se fundão tais cadeyras de determinar-lhe o salario em marcos de prata, por ser o pezo inalteravel.
[68] Mestre de Phelipe segundo ordenou «Ne quis e Stirpe gentis Hebraeae opimis Ecclesiae Toletanae Sacerdotiis potiretur: quamobrem & invidiam sed constanti animo sustinuit, Judaeorumque apologiam Lutetiae editam, calumniam elusit.» Bibliotheca Hispanica Andreae Schotti, tom. III, pag. 571.
Em outro lugar mostrei que o costume de tirar Inquiriçoens de Sangue naõ he ley das Ordenaçoens, nem da Igreja universal; e que este abuso he contrario ao Concilio de Bazilea: que foi invento Castelhano, que abraçamos quando o Reyno foi uzurpado por Phelipe Segundo; que servio para multiplicar a superstição Judaica, a deshonra das familias nobres, para destruir a harmonia e a paz entre os Subditos do mesmo Estado, e que deve reynar nos Coraçoens Christaõs.
[69] Ibid. Liv. I. tit. 68. § 10, 11 & 12.
[70]
.......................Adde
quod idem
Non horam tecum esse potes, non otia recte
Ponere, teque ipsum vitas fugitivus, & erro;
Jam vino quaerens, jam somno faltere curam.
Frustra; nam comes atra premit, sequiturque fugacem..
Non horam tecum esse potes, non otia recte
Ponere, teque ipsum vitas fugitivus, & erro;
Jam vino quaerens, jam somno faltere curam.
Frustra; nam comes atra premit, sequiturque fugacem..
II. Sertn. 7, vers. III.
[71] Manoel de Sousa Faria, Europa Portugueza, Tom. III, Part. IV, cap. I, Pag. 215.
[72] Origem da Nobreza politica. Lisboa 1631, 4.º, cap. 2, pag. 3.
[73] O marco de prata valia, no tempo del Rey Dom Manoel, 2340 reis e como os Fidalgos Cavalleyros tinhaõ da sua moradia 4.000 reis por mes, e por anno 48.000 reis, e que o marco de prata amoedado vale hoje 6.000 reis, os 48.000 reis daquelle tempo valem hoje 91.920 reis, e como taõbem recebiaõ alqueyre e meyo de cevada por dia, contando somente a 120 reis por alqueyre, valiaõ no tempo presente 63.240 reis, que juntos com os 91.920 reis assima, fazia toda a soma 155.160 reis. E como taõbem os Cavalleyros Fidalgos tinhaõ moradia que chegava a 1.500 reis por mes, e por anno 18.000 reis, com tres quartas de cevada, regulada por anno taõbem a 120 reis por alqueyre, valiaõ pelo preço de hoje 32.400; e como os 18.000 naquelle tempo, estando o marco de prata a 2.340 reis, e hoje a 6.000 reis, valem hoje a soma de 61.920 reis, que juntos aos 32.400 de cevada, faziaõ 94.320 reis.
Ajuntando agora estas duas moradias de Fidalgo Cavalleyro e de Cavalleyro Fidalgo em huma soma e repartindoas, acharseha que cada huma destas moradias vale hoje a soma de 124.740 reis, soma sufficiente para sustentar e educar em huma Escola Militar hum Moço Fidalgo.
[74] Indisposizione generalle della Monarchia di Spagna, sue cause e remedi. Esta representaçaõ se le no fim da Historia della Desunione del Regno di Portogallo dalla Corona di Castiglia, dal Dottore Gio. Bapt. Birago. Amsterdam, 1647, 8.º
[75] Testament Politique, da Ediçaõ de Leipsic, e naõ daquella de Paris 175... (sic).
[76] Hieron. Conestagii (alguns dizem que Joaõ da Silva Conde de Portalegre fora o A. verdadeyro desta Historia) de Portugalliae & Castellae Conjunctione, Tom II, Hispan. Illustrat. Traduçaõ da Lingoa Italiana na Latina, page 1066 & 1070.
[77] Bem se pode considerar a necessidade da observancia destas disposiçoens. Evitar os crimes que saõ contra a Religiaõ, e que pelas nossas Ordenaçoens saõ castigados, he da obrigaçaõ do Legislador: mas neste cazo, sendo el Rey o Pay desta Educaçaõ da Nobreza, deve haver entaõ mais effectiva providencia; todos entendem esta materia e os males que resultaõ da dissoluçaõ da Mocidade; permitte a Disciplina Ecclesiastica aos Parrhocos terem amas de cincoenta annos em suas cazas; e podia a Escola Militar imitar esta instituição: no livro I, tit. 94 das Orden. Sam obrigados os que tem officio de julgar e de escrever serem cazados: e quanto mais seraõ obrigados os que haõ de governar e ensinar a Mocidade?
[78] No intento que aprendaõ os Educandos a viver com o necessario, e naõ haver distinçaõ nesta materia naquella Escola, e taõbem para que aprendaõ amar a sua patria, e naõ ficarem desde meninisse imbebidos que tudo que naõ he estrangeyro, he mao e mal feito.
[79] Era huma Ley dos antigos Reis da Persia e do Egypto. Só deste modo mostra hum patriota que ama a sua patria, e que faz estimaçaõ della; quem assim naõ for educado nem saberá o que he o bem commum, nem as obrigaçoens com que naceo. Estes dois articulos se observaõ á risca na Escola Militar de Paris.
[80] No collegio Thereziano de Vienna cada educando se veste como quer: a distinçaõ entre os mesmos Socios, todos filhos adoptivos do Estudo faz perder o objecto da instituiçaõ.
[81] He para exercitar a ley deste Instituto, «Que ninguem ha de viver por sua vontade, mas conforme á Ley».
[82] O castigo que daõ os quatro Collegios Mayores de Salamanca aos Noviços, (que todos são Nobres), he ordenarlhes que fiquem de pé arrimados aos lados das portas dos Claustros, e ás vezes por hum dia enteyro, a vista de todos os que entraõ e sayem; e por experiencia se sabe que tem produzido este castigo admiraveis mudanças nos costumes.
[83] .........Desperat tractata nitescere posse, relinquit et quae.
Horat. de Art. Poet.
V. 150.
[84] O Dictionario de Bluteau, em tantos volumes em folio, merecia correçaõ de muitos lugares, por algum douto Portuguez para ser verdadeyramente util.
[85] Lib. I. Historiarum, p. 49. Ed. Francof.
[86] Mémoires du Duc de Sully. M. de Rosny. 4 Vol. 4.º Paris.
[87] Histoire de l'Etat présent de l'Empire Ottoman. Lib. I. Cap. V. Paris, 1670, 8.º
[88] Pag. 83.
Lista de erros corrigidos
Aqui encontram-se
listados todos os erros encontrados e corrigidos:
| Original | Correcção | ||
| #pág. VIII | m os | ... | mesmos |
| #pág. IX | flcará | ... | ficará |
| #pág. 30 | Eccleslastica | ... | Ecclesiastica |
| #pág. 37 | Ecelesiasticos | ... | Ecclesiasticos |
| #pág. 132 | eonservaçaõ | ... | conservaçaõ |
| #pág. 142 | quo tinhaõ | ... | que tinhaõ |
| #pág. 179 | conhocem | ... | conhecem |
| #pág. 191 | aqueilas | ... | aquellas |
| #pág. 199 | maõ | ... | máo |
| #nota 67 | determinar-lhe e salario | ... | determinar-lhe o salario |