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Historia da litteratura portugueza [Vol. I] cover

Historia da litteratura portugueza [Vol. I]

Chapter 9: NOTAS DE RODAPÉ:
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About This Book

Apresenta uma panorâmica crítica da produção literária desde as origens medievais até os movimentos do século XIX, articulando teoria e história literária. Analisa a poesia trovadoresca, a tradição épica e as novelas cavaleirescas, investiga o surgimento do teatro e as escolas renascentistas, e examina correntes barrocas, clássicas e neoclássicas, com estudos de autores representativos, biografias, críticas de obras e bibliografia especializada. Discute influências externas, mudanças de gosto e procedimentos críticos, encerrando com recapitulações e índices que sistematizam o desenvolvimento e os problemas centrais da tradição literária abordada.

NOTAS DE RODAPÉ:

[97] Cours de Philosophie positive, t. VI, p. 146.

[98] Cours de Philosophie positive, t. VI, p. 150.

[99] Ibid., p. 152.

[100] Op. cit., p. 2.

[101] Système de Politique positive, t. III, p. 459.

[102] Cours de Philosophie positive, t. VI, p. 155.

[103] Cours de Philosophie positive, t. VI, p. 155.

[104] Ibid., p. 156.

[105] H. Fortoul, De la Litterature provençale (Rev. des Deux Mondes), 1846.

[106] Poeti del primo secolo, t. II, p. 175.

[107]

Von Provenz in Tustsche lant
Die rechte mere sint gesant.

[108] Frédéric Morin, France au Moyen-Age, p. 82.

[109] Obras del Marqués de Santillana, p. 12. Ed. Amador de los Rios. (1852)

[110] Poésie des Troubadours, p. 237.

[111] Na Chronica gothorum (Mon. hist., Scriptores, I), lê-se: «Eodem quoque tempore venerunt quedam naves exinsperato de partibus Galliarum, plene armatis viris votum habentes ire in Jerusalem, cumque venissent ad Portum Gaye, et intrassent Dorium, audivit hec Rex, et gavisus est cum eis, erant enim fere septuaginta, et paccitus est cum eis ut irent ad Ulixbonam ipsi per mare, et ipse cum exercitu super terram, et obsiderunt eam forsitan placere Domino ut traderet eam in manibus eorum.»

[112] Terram Portugallorum Dacis et Flandris dedit. (Cap. XVIII).

[113] Léon Gautier, Les Épopées françaises, t. I, p. 71.

[114] Hist. de la Poésie provençale, t. III, p. 9 e 29.

[115] Mon. Hist.—Scriptores, p. 283.

[116] Léon Gautier, Les Épopées fr., t. II, p. 184.

[117] Monarch. luzitana, t. IV, p. 289.

[118] Romanceiro geral, n.o 34.

[119] Historiens de France, t. XXII, p. 24 (préface) e p. 589. Apud Léon Gautier, Les Épopées françaises, t. I, p. 373.

[120] Jean Corbechon, De Proprietatibus, fl. 237. Apud Léon Gautier, Les Épopées franç., t. i, p. 393.

[121] Gautier, ibid., t. i, p. 783.

[122] Chronica da Conquista de Guiné, p. 4. Ed. Paris.

[123] Les Épopées françaises, t. II, p. 249.

[124] Essai sur l’origine de l’Épopée française, p. 57 a 59.

[125] La Poésie des Races celtiques. (Essais de Morale et de Critique, p. 380.)

[126] Renan, ib., p. 427.

[127] Op. cit., p. 321.

[128] Henri Martin, Hist. de France, VIII, 22.

[129] Ethnogénie gauloise, III, 335.

[130] Mon. hist., Leges, p. 139.

[131] Renan, op. cit., p. 417.

[132] D’Héricault, Essai sur l’origine de l’Épopée française, p. 51.

[133] D’Héricault, ibid., p. 47.

[134] Rapport sur une Mission litteraire en Angleterre, p. 1.

[135] Monum. hist., Scriptores, p. 244.

[136] Poesies des Troubadours, t. III, p. 25.

[137] Blanchefleur, Introduc., p. XXXVII.

[138] État des Lettres au XIVme siècle, t. I, p. 153.

[139] Ibid., p. 484.

[140] Ibid., t. II, p. 15.

[141] No citado resumo (t. I, p. XXII) se lê: «Je n’ose m’en fier absolument à ma memoire; je suis intimement conveincu d’avoir vu ces manuscripts (pretendus picards) écrits en ancienne langue Romance, dans la Bibliothèque du Vatican; c’est à dire, dans la partie de cette Bibliothèque formée de celle que la celèbre Reine Christine avoit rassemblée, et dans l’aquelle presque tous nos meilleurs et nos plus anciens Romans français sont compris.»—No t. IX, p. 2, Du Tréssan torna a referir-se mais explicitamente a este facto: «Pendant un sejour de quatre mois que l’auteur ... fit à Rome, son Eminance Monseigneur le Cardinal Querini l’honora de son amitié et la Bibliothèque du Vatican lui fut ouverte... La partie droite renferme la Bibliothèque de la celèbre reine Christine... C’est là qu’il se rappelle d’avoir vu l’Amadis de Gaule, écrit dans un très vieux langage, que l’Herberay caracterise en le nommant langue picarde, fondé sur ce que le jargon du paysan picard est précisement le même que celui dans le quel les Romanciers de la fin du règne de Philippe Auguste et des regnes de Louis VIII et de Saint Louis ont écrit; c’est ce que lui fait présumer, avec bien de vraisemblance, que l’original de l’Amadis de Gaule est de la main de nos anciens Romanciers françois; etc.»

[142] Dictionaire, compl. de la préface, p. LIV. Hippeau, editor do poema de Amadas et Ydoine, reconhece estas relações, e que reclamam serio exame.

[143] Libros de Cavallerias, p. 30 (Ed. Ribadaneyra.)

[144]

Et Amadas devant sont père
Devant son père, à la table ere,
Cui puis avint maint aventure.
Li dus l’apela à droiture,
Le mès li commande à porter
Sa belle fille et présenter.
Qui tint à une part sa feste,
Com pucele de haut geste.
Comme courtois et afaitiés,
De cest message se fist prest.
(P. 209 a 219.)
En l’esgarder de la pucele
Li saut au cuer une estincelle,
Lui de fine amor l’a esprit;
Jà en est tes mas e suspris,
E entrés en si grant effroi,
Qu’il ne set nul conseil de soi;
Ne set s’il a joie ou doleur,
Ou amertume, ou douceur;
Ne set si il la vit ou non
Par songe ou par avision; etc.
(P. 243 a 252.)

[145] Do prurido que exerceram os poemas da Tavola Redonda na sociedade europêa falla Dante no celebre episodio de Francesca di Rimini, seduzida pela imitação dos amores de Lancilotto. Escreve Émile Chasles: «Isto que se passava na Italia acontecia egualmente em todo o Meio Dia. Os Hespanhoes e os Portuguezes, ao terminarem as suas longas guerras contra o islamismo foram vivamente impressionados por estas creações romanescas; imitaram-as com a paixão séria que imprimem na poesia. Os Amadises, que levam ao extremo o ponto de honra, a galanteria e a coragem, são os descendentes da familia gallo-bretã.» (Histoire nationale de la Litterature française, p. 326.)

[146] Ineditos da Historia portugueza, p. 120.

[147] Ed. de Paris, p. 45. Em nota escreve o Visconde de Santarem: «Segundo esta tradição, dizia-se que San Brendan tinha aportado em um navio no anno de 565 a uma parte da equinocial. Conservou-se esta entre os habitantes da Madeira e da Gomeira, os quaes julgavam vêr a dita ilha ao Oéste em certo tempo do anno.» E accrescenta: «Azurara conheceu esta tradição da Edade media por alguma copia dos Ms. do seculo XIII intitulado Imago Mundi de dispositione Orbis de Honorio d’Autun; e esta circumstancia é tanto mais curiosa, que Azurara não podia ter tido conhecimento do famoso Mappa Mundi de Fra Mauro, que só foi feito entre os annos de 1457 e 1459; e ainda menos do planispherio de Martim de Bohemia (1492) que se conserva em Nuremberg, onde se vê desenhada junto da equinocial uma grande Ilha com a seguinte legenda: Anno 565 S. Brandam chegou com o seu navio a esta ilha.»

[148] Renan, no estudo Poesia das Raças celticas, alludindo ao poder das ficções, escreve: «D’ahi este profundo sentimento do futuro e dos destinos eternos da sua raça que sempre alentou o Kymri, e o faz apparecer joven ainda ao lado dos seus conquistadores envelhecidos. D’ahi o dogma da resurreição dos heróes, que parece ter sido um d’aquelles que o christianismo teve mais pena de desraigar. D’ahi este messianismo celtico, esta crença em um vingador futuro, que restaurará a Cambria e a libertará dos seus oppressores, como o mysterioso Leminok, que Merlin lhes promettera, o Lez-Breiz dos Armoricanos, o Arthur dos Gallois.» (Ess., p. 387.)

[149] Roland et la Chevalerie (na Rev. des Deux Mondes, 1846.)

[150] Roland et la Chevalerie. Magnin esboça um plano de coordenação de caracteres historicos fundado sobre este dualismo: «Comprazer-me-hia a oppôr a um personagem de temperamento e de cultura antiga um personagem de compleição e de costumes septemtrionaes; Clovis, por exemplo, a Carlos Magno; o ultimo dos Bourguinhões, Carlos o Temerario, a Luiz XI; o troveiro Thurold, a Ariosto; Shakespeare, a Racine; Erwin de Steinbach, a Miguel Angelo; finalmente mais perto de nós, Byron, a Alfieri; Beccaria, ao conde de Maistre.»

[151] Dicc. da Academia española, vb.o cit.

[152] Apud Joly, Benoit de Sainte More, t. I, p. 6.

[153] Catalogo dos Bispos do Porto, prefação, § 13.

[154] Vida de D. João de Castro, p. 509. Ed. 1835.

[155] Xivrey, Trad. terat., p. XLVI.

[156] Op. cit., p. XLIII.

[157] Panorama, t. I, p. 164.

[158] Ibid., t. IV, p. 8.

[159] Poésies populaires latines antérieurs au XIIme siècle, p. 26.

[160] Bibl. Jacob, Histoire de Cordonniers, p. 220.

[161] Cours de Philosophie positive, VI, 150.

[162] Ibid., p. 159.

[163] Ibid., p. 172.

[164] Cours de Philosophie positive, t. VI, p. 174.

[165] Ibid., p. 153.

[166] Études sur le Seizième siècle en France, p. 5 e 6.

[167] Op. cit., p. 176.

[168] «Possem utriusque rei exempla non pauca in medium adducere, non jam ex Italia ipsa studiorum altrice, verum etiam ex Gallia, ex Britania, ex Germania, nostra hac aetate cum Italia de litterarum palma contendente, et denique ex Sarmatia omnium quondam terrarum barbarissima.»

[169] La Poésie du Moyen-Age, p. 80.

[170] Raczynski, Carta XXI, p. 410.

[171] Purgatorio, canto XXIV.

[172] Obras, ed. 1614, fl. 123. Na edição de 1595 vem sob estas variantes:

Eu digo os Proençaes, de que ao presente
Inda rythmos ouvimos, que entoaram
As musas delicadas altamente.

[173] Ap. Influence de l’Italie sur les Lettres françaises, p. 93.

[174] Système de Politique positive, t. III, p. 514.

[175] L’avenir de la Science, p. 58.

[176] A preoccupação da lisonja da côrte dava aos escriptores as expressões amaneiradas, como notou Weise no Politischer Näscher, nos escriptores do seculo XVII que se annullavam «pelo grande desejo da sôpa da côrte politica.»

[177] Études sur l’Espagne, p. 227.

[178] Études sur l’Espagne et sur l’influence de la Litterature espagnole en France et en Italie, p. 40.

[179] Études sur l’Espagne, p. 108 a 111.

[180] Ibid., p. 113.

[181] Ibid., p. 114.

[182] Études sur l’Espagne, p. 148.

[183] Ibid., p. 41.

[184] Ibid., p. 225.

[185] Sobre este assumpto, vid. Child, John Lyly and Euphuism; Laudmann, Der Euphuism; e Morly, Quarterly Review, 1861.

[186] Congrès historique (IXme) p. XVIII. Paris, 1843.

[187] L’Ancien Régime, p. 257 e seguintes.

[188] Ibid., p. 260.

[189] Ibid., p. 261.

[190] Verdadeiro methodo de estudar, t. I, p. 177.

[191] Ap. Marquez de Valmar, Historia de la Poesia española, t. I, p. 261.

[192] Panorama, t. VIII, p. 152.

[193] Verdadeiro methodo de estudar, t. I, p. 220.

[194] Verdadeiro methodo de estudar, t. I, p. 201.

[195] Obras poeticas e oratorias, p. 166. Ed. 1888.

[196] «Beles, Shakspeare, inglez, em nove volumes de outavo magno, encadernados em pasta. Boa edição, estampados, avaloados em 6$400 réis.

«Poemas de Raulay, inglez, 1 vol.

«Hudibras, por Samuel Butler, inglez, 1 vol.

«Ancient Inglis, obra poetica, em 3 vol., encadernada em pasta.

«Several Hands, collecção de poemas em inglez, em 6 volumes.

«British Theatre, comedias em inglez em um volume.

«Obras de Laurence Sterne, inglez, em 3 volumes de 8.o.

«Obras de Tristran Shandy, inglez, encadernado em pasta, 6 vol. de 8.o.

«Sentimental Journey: Yorich, em 2 vol. de 8.o em pasta.

«British Tragedias, inglezas, em 1 vol.

«Obras de Young, francez, em 3 vol.

«Cartas de Junius, em inglez, em 2 vol.

«Obras, Poemas de Milton, inglezes, 3 vol.

«Um tomo das Obras de William Shakspeare, em que contém algumas comedias inglezas, em 1 vol.»

[197] Fallando do meio como poderia reflorir a poesia franceza do seu inexpressivo arcadismo, escrevia Frederico Schlegel: «eu sou levado a pensar que isso não se daria nem poderia acontecer pela imitação dos inglezes, como se tem feito até ao presente para sustentar a poesia desfallecida, nem pela imitação de nenhuma outra nação; mas sómente por um regresso ao espirito poetico em geral, e reconduzindo a poesia franceza aos tempos antigos.»—«basta a cada nação o voltar-se para a sua poesia e tradições suas proprias e originaes. Tanto mais perto se está da origem e mais profundamente se immerge n’ella, quanto mais se vê apparecer o que todas as nações tem de commum.» (Historia da Litteratura antiga e moderna, t. II, p. 248, trad. franc.) A influencia da Litteratura ingleza era devida a não se ter completamente separado da Edade media, e é d’esta fonte commum das Litteraturas modernas que ellas avançam para a sua unificação.

[198] La Philosophie positive, resumida por Miss Martineau, t. II, p. 446.

[199] Ibid., p. 484.

[200] La Philosophie positive, condensée par Miss Martineau, t. II, p. 486 a 488.

[201] Philarète Chasles indicando este phenomeno, não explica a sua origem: «Que causas sociaes determinaram tambem a sentimentalidade wertheriana, esta moda extraordinaria de chorar sem fim, este obermanismo desesperado que só teve um dominio passageiro em França com Arnaud Baculard, em Inglaterra com o Dr. Young, mas que penetrou até ás ultimas camadas da sociedade e da burguezia allemãs entre 1780 e 1790, e que tanto persistiu que duas operarias gorduchas e dois bons burguezes que se encontrassem em Leipzic ou em Goettingue, não perguntavam um ao outro: Como passaes? mas: Tendes vós derramado copiosas lagrimas? ou então:—Como vão os soffrimentos do vosso coração?—Esta tendencia lagrimejante auxiliou o successo do Werther de Goëthe, e o da Intriga e amor de Schiller; as obras de Kotzebue foram um producto definitivo. Mas onde teve esta tendencia a sua origem?» (Des travaux récents sur le XVIIIme Siècle.)

[202] Cours de Philosophie positive, t. VI, p. 762.

[203] Cours de Philosophie positive, t. V, p. 106.