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Eurico, o presbytero cover

Eurico, o presbytero

Chapter 62: Pag. 220.
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About This Book

Um romance histórico situado na época visigótica examina as tormentas íntimas geradas pelo celibato clerical imposto e a degradação social que acompanha a decadência política. Por meio de um misto de crónica, meditação poética e fragmentos de manuscrito reconstruídos, acompanha um personagem sacerdotal cuja solidão revela a tensão entre ideais espirituais e afetos humanos. Os episódios variam do palácio aos mosteiros e tabernas, expondo corrupção moral, declínio político e o sofrimento silenciado dos religiosos. A obra alterna reflexão histórica, descrição evocativa e passagens narrativas para sondar a fé, o desejo e o preço que as exigências institucionais impõem à consciência individual.



Alfaquih. É titulo que os africanos dão aos seus sacerdotes e sabios da lei: Moura, Vestig. da Lingua Arab. p. 38.


Pag. 220.




As grandes divisões da Hespanha, segundo a geographia arabe, eram quatro:—Al-Gharb o occidente; Al-Sharhiah o oriente; Al-Kiblah o meio-dia; Al-Djuf o norte. Era esta, por isso, a designação dos territorios christãos das Asturias e Cantabria.


Pag. 270.




O aripennis, arapennis, agripennis, ou arpentum, d'onde veio a palavra franceza arpent, era uma medida d'extensão igual a metade do jugerum, d'onde tomámos a palavra geira. O aripenne media-se em quadro e tinha de cada lado 12 pérticas, medida que equivalia a dous palmos. Masdeu affirma que o aripenne era medida especial da Betica, o que é inexacto; porque ella se acha mencionada em muitos documentos, não só de outras provincias d'Hespanha, mas tambem de diversos paizes, como se póde ver em Ducange, á palavra Arapennis.


Pag. 308.




Nas mil tradições diversas, quer antigas, quer inventadas em tempos mais modernos, sobre o modo como se constituiu a monarchia das Asturias procurei cingir-me, ao menos no desenho geral, ao que passa por mais rigorosamente historico. Todavia, cumpre advertir que Pelagio viveu, segundo todas as probabilidades, em tempos um pouco posteriores á conquista arabe e que a morte de Oppas e de Juliano na batalha de Cangas de Onis, successo narrado por alguns escriptores, tem sobrados caractéres de fabulosa. A minha intenção, porém, foi, como já notei, pintar os homens da epocha de transição, digamos assim, dos tempos heroicos da historia moderna para o periodo da cavallaria, brilhante ainda, mas já de dimensões ordinarias. O meu heroe do Chryssus é como o ultimo semideus que combate na terra; os foragidos de Covadonga são como os primeiros cavalleiros da longa, patriotica e tenaz cruzada da Peninsula contra os sarracenos. Deste modo, sendo hoje difficultoso separar, em relação áquellas eras, o historico do fabuloso, aproveitei d'um e d'outro o que me pareceu mais appropriado ao meu fim.



Notas de Rodapé:

[1] Jesus.



Lista de erros corrigidos

Aqui encontram-se listados todos os erros encontrados e corrigidos:


Original Correcção
#pág. 12 poeta O templo ... poeta. O templo
#pág. 125 Rudederico ... Ruderico
#pág. 138 coração,» ... coração.»
#pág. 139 Naquelle noite ... Naquella noite
#pág. 165 nãa ... não
#pág. 175 descalvagou ... descavalgou
#pág. 204 do um amor ... de um amor
#pág. 298 ferro impio das arabes ... ferro impio dos arabes
#pág. 318 commumunhão ... communhão


As aspas foram mantidas tal como surgiam no original (mesmo que pareçam em falta).